Justiça homologa acordo e encerra ação que acusava deputado mineiro de improbidade

Paulo Guedes se comprometeu a pagar quase R$ 40 mil para finalizar o caso; ele está proibido de contratar com o poder público
O deputado federal Paulo Guedes
O deputado federal Paulo Guedes. Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

A Justiça homologou um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) entre o deputado federal Paulo Guedes (PT) e o Ministério Público de Minas Gerais, encerrando uma ação que o acusava de improbidade administrativa pelo suposto uso de uma associação de vereadores para a obtenção de vantagens pessoais. A decisão é de sexta-feira (10).

Ao assinar o ANPC, Guedes concordou em pagar uma multa de R$ 38,9 mil ao erário. O acordo também impõe as punições de proibição de contratar com o poder público e de veto ao recebimento de benefícios fiscais, já presentes em decisões da instância judicial anterior.

Segundo a juíza Rozana Silqueira Paixão, da 1ª Vara Empresarial e de Fazenda Pública da de Montes Claros, no Norte do Estado, o trato entre o petista e o MPMG “prevê medidas adequadas para a salvaguarda do patrimônio público e para a aplicação de sanções de caráter pedagógico e punitivo aos requeridos”.

Guedes foi acusado de utilizar a estrutura da Associação dos Vereadores da Área Mineira da Sudene (Avams) para, principalmente, publicar um jornal de cunho privado, batizado de “Vale do Sol”. De acordo com a petição inicial, o parlamentar também recorreu a um funcionário remunerado pela entidade para fins pessoais. As irregularidades, pontuou o MPMG, aconteceram em 2001.

No ano passado, a demanda judicial transitou em julgado após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar recurso do deputado contra sentença do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O acórdão sob questionamento determinava a condenação dele por improbidade.

Paulo Guedes, a propósito, chegou a se colocar à disposição do PT para disputar o governo de Minas Gerais neste ano. O partido, no entanto, trabalha para que o candidato seja Patrus Ananias.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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