A nomeação do agora ex-deputado federal Odair Cunha para o Tribunal de Contas da União (TCU), no início do mês, gerou certo desconforto interno no diretório mineiro do partido por conta do espólio eleitoral do ex-parlamentar.
Pelo que O Fator apuou, a secretária nacional de Finanças e Planejamento do partido, Gleide Andrade, foi o nome escolhido para herdar a maior parte das bases eleitorais e lideranças que apoiavam Odair Cunha nas eleições.
A dirigente passou a concentrar parte importante do capital político construído pelo petista ao longo de décadas em Minas.
A movimentação gerou desconforto entre integrantes do antigo grupo político de Odair. Dois nomes que eram vistos como sucessores naturais do deputado perderam espaço na reorganização: o vereador de Itajubá, Pedro Gama, e o ex-chefe de gabinete de Odair Edinho Moura, também ex-secretário adjunto da Casa Civil durante o governo Fernando Pimentel (PT).
Parte das articulações que seriam destinadas aos dois migrou para Gleide. Pedro Gama manteve principalmente a atuação em Itajubá e no Sul de Minas, enquanto o deputado estadual Ulysses Gomes, que fazia dobrada política com Odair, passou a auxiliá-lo regionalmente.