Dívida de Minas: prazo dado por Fachin fará com que RRF siga na pauta da Assembleia

Entendimento é que até 1° de agosto, nova data-limite de carência imposta pelo STF, não será possível avançar em renegociação
Foto mostra o plenário da ALMG durante reunião para debater o RRF.
Regime de Recuperação Fiscal deve pautar a ALMG até o recesso de meio de ano. Foto: Luiz Santana/ALMG

O texto que autoriza a adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) vai seguir na pauta de votações da Assembleia Legislativa mesmo após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela prorrogação da liminar que suspende a dívida do estado com a União. Segundo apurou O Fator, a avaliação é que a nova data-limite dada por Fachin, 1° de agosto, não garante o tempo necessário para que o Congresso Nacional vote o projeto de renegociação dos débitos estaduais defendido pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Por isso, a Assembleia começou, nesta quarta-feira (17), a convocar reuniões plenárias que têm, como tema, a votação em 2° turno do projeto de lei (PL) sobre o ingresso de Minas no RRF. A ideia é que, até a sexta-feira (19), sejam chamadas seis sessões com o objetivo de discutir a proposta. Durante a manhã desta quarta, um destes encontros já aconteceu. Há outro programado para a tarde.

Depois das sessões de discussão, será possível realizar a votação final do texto — o que, acreditam interlocutores, pode acontecer ainda nesta semana.

Mais cedo, o presidente da Assembleia, Tadeu Martins Leite (MDB), convocou os líderes da Casa para uma reunião a respeito do andamento do RRF.

Tadeu, inclusive, diz publicamente que não considera a adesão de Minas ao plano de Recuperação Fiscal como melhor saída para refinanciar a dívida de R$ 165 bilhões contraída pelo estado junto à União.  O chefe do Legislativo é defensor da proposta de Pacheco, que tem a federalização de ativos locais como pilar para a amortização dos saldos devedores.

Na lógica das lideranças da Assembleia, pesa, a favor da continuidade do RRF na pauta, o fato de o novo prazo dado por Fachin coincidir com o recesso dos Poderes. Na prática, a decisão do vice-presidente do STF “devolve” o caso ao relator da matéria, o ministro Kassio Nunes Marques, que voltará de sua pausa laboral exatamente em 1° de agosto.

Impasse sobre ‘metade’ do RRF

Em que pese a possibilidade de o PL sobre a adesão de Minas ao RRF ser votado em 2° turno ainda neste mês, a outra metade do arcabouço do plano de ajuste fiscal, um Projeto de Lei Complementar (PLC) que institui um teto de gastos para as contas públicas mineiras, ainda tramita em 1° turno.

O projeto poderia ter sido analisado em plenário na segunda-feira (15), quando a autorização inicial para a entrada do estado no RRF foi dada, mas não houve quórum suficiente para tal.

O líder do governador Romeu Zema (Novo) na Assembleia, João Magalhães (MDB), entende que a adesão de Minas ao RRF pode acontecer apenas com o aval legislativo ao texto-base do pacote econômico. Fontes do primeiro escalão do Executivo, porém, defendem que a homologação da proposta só poderá acontecer após o aval dos deputados estaduais ao teto de gastos.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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