Exoneração de irmã de líder de Zema na ALMG é convertida em demissão a bem do serviço público

Decisão sobre Cici Magalhães, tomada pela Controladoria-Geral do Estado, foi publicada nesta quinta-feira (19)
A ex-prefeita de Manhuaçu, Cici Magalhães
A ex-prefeita de Manhuaçu, Cici Magalhães. Foto: Reprodução/Instagram

A exoneração de uma irmã do deputado estadual João Magalhães (MDB) de um cargo no governo de Minas Gerais foi convertida em demissão a bem do serviço público. A decisão, publicada nesta quinta-feira (19) pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG), diz que Maria Aparecida Magalhães Bifano, a Cici Magalhães, teria cometido infrações no período em que foi delegada regional de Saúde em Manhumirim, na Zona da Mata.

A conversão da exoneração em demissão está relacionada a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto em 2017, quando o governador era Fernando Pimentel (PT). O PAD foi instaurado por causa de investigações sobre suposto ato de improbidade administrativa por parte de Cici.

Em 2019, a CGE chegou a publicar uma decisão determinando a demissão a bem do serviço público da ex-prefeita de Manhuaçu, na Zona da Mata. No ano passado, entretanto, um recurso aceito pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou os efeitos da decisão da Controladoria.

O recurso do STJ liberou Cici para tentar retornar à Prefeitura de Manhuaçu, uma vez que a demissão a bem do serviço público a impedia de participar de processos eleitorais. Concorrendo pelo MDB, ela acabou derrotada pela reeleita Maria Imaculada Dornelas (União Brasil).

O ato publicado nesta quinta pela CGE dá 10 dias de prazo para a defesa de Cici Magalhães interpor recurso contra a demissão a bem do serviço público.

O Fator procurou a equipe de Cici Magalhães em busca de posicionamento. Em caso de retorno, este texto será atualizado.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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