Greve na educação de BH ganha força; número de escolas fechadas passa de 130

Adesão ao movimento cresceu no dia anterior à conciliação entre prefeitura e sindicato, em audiência que será mediada pelo Judiciá
Sala de aula em BH
Greve da educação municipal belo-horizontina começou no início de junho. Foto: Divulgação/PBH

O número de escolas municipais de Belo Horizonte totalmente paralisadas por causa da greve dos profissionais chegou a 134 nessa terça-feira (1°), conforme dados internos da prefeitura obtidos por O Fator. O número representa aumento de 47% em relação às 91 unidades totalmente impactadas pela greve na segunda-feira (30).

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) marcou, para esta quarta-feira (2), uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de BH e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), que representa os grevistas. A paralisação, iniciada no começo do mês passado, foi deflagrada porque a entidade de classe deseja reajuste de 6,27%, ao passo que o Executivo oferece aumento de 2,49%.

Paralelamente às 134 escolas totalmente paralisadas, outras 181 tiveram funcionamento parcial. Nove unidades tiveram expediente normal nessa terça-feira, a despeito da greve.

  • Escolas totalmente paralisadas: 11 em 27 de junho; 91 em 30 de junho; 134 em 1° de julho;
  • Escolas parcialmente paralisadas: 253 em 27 de junho; 196 em 30 de junho; 181 em 1° de julho;
  • Escolas com funcionamento normal: 60 em 27 de junho; 37 em 30 de junho;  9 em 1° de julho.

O Fator perguntou à Prefeitura de BH sobre o crescimento do número de escolas atingidas pela greve. Não houve resposta. A reportagem também solicitou um posicionamento com expectativas para a audiência de conciliação. O espaço segue aberto.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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