Minas Gerais vai concentrar presos de facções criminosas em seis presídios de segurança máxima

Além do policiamento mais ostensivo, as unidades terão rotina diferenciada e reforço no armamento e nas tecnologias de segurança
Rogégio Greco é secretário de Justiça e Segurança Pública desde 2021. Foto: Sejusp/Imprensa

Minas Gerais vai concentrar em seis penitenciárias os criminosos ligados a facções, como Comando Vermelho e PCC, que são as maiores do Estado. A informação foi revelada a O Fator pelo secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco.

Por questões de segurança, ele não informou quais unidades ou cidades receberão os detentos de maior periculosidade. 

“Estamos prestes a receber quatro penitenciárias novas, que estão sendo construídas. Podemos usá-las para esse fim ou remanejar os presos faccionados para outras”, afirmou.

Segundo Greco, a estrutura e a gestão das unidades voltadas para membros de facções é diferente das demais. Além do policiamento mais ostensivo, há reforço no armamento e na tecnologia de segurança, como também rotinas diferenciadas. 

“São presídios muito preparados, com armamento moderno, muralha digital, circuito interno de TV ampliado, bloqueadores de ondas e outros diferenciais estratégicos”, detalhou.

Essas unidades também mantêm os presos isolados de detentos de menor periculosidade. O objetivo é reduzir o risco de recrutamento dentro do sistema prisional.

Viagem a El Salvador

Embora a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) tenha informado a O Fator, em julho, que não elaborou nenhum documento oficial ou política pública relacionada à viagem feita pelo governador Romeu Zema (Novo) e pelo secretário Rogério Greco a El Salvador, a estratégia de isolar os presos faccionados foi inspirado na visita.

Hoje, El Salvador é referência internacional em segurança, mas já figurou entre os mais violentos do mundo.

“O Brasil tem taxa de homicídios de 18 a cada 100 mil habitantes. Em El Salvador, era de 100 por 100 mil, um número alarmante. Atualmente, a taxa está praticamente zerada, porque eles criaram um programa duro para combater as facções. Lá, tratam as facções como terroristas. E é assim que deve ser aqui”, defendeu Greco.

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

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