A exoneração de Lídia Vasconcellos da subsecretaria de Emendas Parlamentares pegou de surpresa integrantes do primeiro escalão da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e também vereadores. O Fator apurou que a servidora não foi previamente comunicada da decisão, oficializada na edição dessa quarta-feira (24) do Diário Oficial do Município (DOM).
Nomeada para o cargo em fevereiro do ano passado, enquanto o ex-prefeito Fuad Noman cumpria licença para cuidar da saúde, Lídia vinha enfrentando uma série de atritos políticos com a secretaria municipal de Governo, setor que abriga o departamento de emendas. Breno Alves Galvão, secretário adjunto da pasta, foi designado interinamente para o posto vago.
A demissão ocorreu enquanto o núcleo político da prefeitura avalia lançar a segunda edição do “cardápio de emendas”, como ficou conhecida a iniciativa criada pela administração municipal em 2025 para sugerir aos vereadores projetos e obras aptos a receber recursos provenientes de indicações parlamentares.
Em mensagem de despedida enviada a colegas, Lídia Vasconcellos explicou que, por ocupar cargo efetivo, continuará atuando na administração municipal.
“Juntos, conseguimos reestruturar e informatizar o processo de gestão das emendas parlamentares, consolidando a SUEMP (sigla dada à subsecretaria de Emendas Parlamentares) como uma referência dentro da prefeitura nos temas relacionados às emendas. Essa conquista não é individual; ela é resultado do empenho, da competência e da dedicação de cada pessoa que fez parte desse caminho”, lê-se em um trecho do texto.
Ainda segundo apurou O Fator, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) anunciará nos próximos dias uma nova reformulação em cargos estratégicos. As mudanças vão atingir a administração direta e também as autarquias, a exemplo da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel).
A reportagem buscou contato com o secretário municipal de Governo, Guilherme Daltro. O espaço está aberto.