Cresceu entre interlocutores e lideranças partidárias de Minas Gerais a leitura de que o empresário Vittorio Medioli (PL) fala a sério sobre ser candidato a governador.
Até cerca de 15 dias, as declarações de Medioli sobre a possibilidade eram vistas somente como uma tentativa de pressionar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) a tomar logo uma decisão sobre ser candidato e, claro, confirmar o empresário como seu vice.
Só que a demora de Cleitinho, somada ao aumento do tom de Medioli em declarações sobre a eleição, fez pessoas a par do tema mudarem de percepção. O PL, ainda assim, mantém a espera pelo senador antes de tomar uma decisão.
Em entrevista exclusiva ao jornal O Tempo nessa sexta-feira (26), o ex-prefeito de Betim confirmou colocar seu nome à disposição do PL para a disputa ao Palácio Tiradentes.
Na entrevista, Medioli também destacou considerar um erro para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) apoiar uma chapa “puro-sangue” do Republicanos em Minas, encabeçada por Cleitinho e tendo o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, como vice.
“Se o partido Republicanos decidir indicar uma chapa puro-sangue para o governo de Minas Gerais, eu acho muito arriscado para o senador Flávio Bolsonaro, em relação à garantia de um palanque no estado. Cleitinho já deixou claro, algumas vezes, que pode desistir de tentar a candidatura ao governo. Se o senador decidir realmente não entrar nessa disputa, e anunciar isso somente em julho ou agosto, o PL se encontraria em uma situação paradoxal de deixar apenas um candidato da direita no páreo: o governador Mateus Simões, que apoia Romeu Zema. Isso seria uma catástrofe para o candidato do PL, com a perda de milhões de votos em Minas Gerais”, opinou.
Como O Fator já mostrou, Cleitinho se comprometeu com Medioli e com Falcão: o senador apertou a mão do empresário há cerca de um mês e, dias depois, pediu a Flávio Bolsonaro que seu vice fosse o colega de sigla.