A Fifa planejava anunciar, nesta quarta-feira (24), a um ano da Copa do Mundo Feminina do ano que vem, o calendário de jogos da competição e a distribuição das partidas entre as cidades brasileiras que receberão as partidas. De última hora, contudo, a federação revisou os planos e decidiu adiar a divulgação das informações.
O Fator apurou que representantes das entidades nacionais envolvidas na organização do certame receberam, inicialmente, comunicação informando que o calendário seria publicizado em Miami, durante o evento de celebração da marca de 365 dias para a Copa. Posteriormente, a entidade avisou da mudança de rota e sinalizou que ainda trabalha na montagem do cronograma.
O calendário a ser divulgado é a versão básica do documento e, na prática, mostraria apenas a rota do Brasil ao longo da competição, visto que as Eliminatórias ainda não terminaram e que o sorteio dos grupos não ocorreu. A seleção anfitriã, contudo, já está classificada e sabe, de antemão, que estará na chave A.
Escolhido em 2023 para sediar a próxima Copa Feminina, o Brasil realizará o torneio por meio de oito cidades. Uma delas é Belo Horizonte, onde os jogos acontecerão no Mineirão. Como a reportagem já mostrou, a tendência é que a capital mineira receba mais jogos que o Mundial masculino de 2014, que contou com 12 campos.
A Copa, inclusive, deve aumentar os custos do governo estadual com o Gigante da Pampulha. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa (ALMG) no mês passado, o Palácio Tiradentes teme que a cessão do equipamento à federação internacional “afete o regime de receitas da concessionária, impactando na contraprestação mensal devida pelo estado”.