O pedido complementar do governo Zema à União pelo Propag

Estado quer dispensa de metas de plano de acompanhamento fiscal que segue desde o ano retrasado
O governador Romeu Zema
Equipe de Zema solicitou dispensa do cumprimento de metas do PAF. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

O governo de Minas Gerais solicitou, à União, a dispensa do cumprimento das metas estabelecidas pelo Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PAF) para o exercício de 2025. O PAF é um plano mantido pelo governo federal com o objetivo de garantir previsibilidade ao fluxo de caixa dos Executivos estaduais.

A dispensa das obrigações do PAF é uma consequência da solicitação de adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), formalizada na quinta-feira (6). No mesmo ofício sobre o Propag, obtido por O Fator, o Palácio Tiradentes reivindica o fim da obrigatoriedade do cumprimento dos compromissos dos PAF neste ano.

Como O Fator mostrou, o projeto de lei que autorizava o pedido de adesão ao Propag, aprovado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no fim de maio, previa a permanência do estado no PAF. A solicitação de dispensa, contudo, está ancorada na lei que estabeleceu o programa de refinanciamento das dívidas estaduais.

Teto de gastos é explicação

Segundo o texto, a dispensa do PAF é possível se houver consentimento do Ministério da Fazenda, uma vez que a renegociação dos passivos já obriga os estados a instituir um teto de gastos.

O teto do Propag diz que os governos estaduais deverão limitar o crescimento das despesas primárias à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas conta com gatilhos que podem aumentar o estoque de gastos.

Se houver aumento nas receitas primárias, por exemplo, os governos estaduais poderão utilizar 50% do valor referente ao crescimento da arrecadação para incrementar os empenhos.

Em caso de superávit arrecadatório, o gatilho aumenta. Assim, 70% da variação real positiva das receitas poderá ser incorporada ao rol de gastos.

PAF já gerou temor por multa bilionária

A sigla PAF esteve em alta no vocabulário de integrantes do governo Zema e de deputados estaduais em 2023, quando a Assembleia precisou votar o projeto que autorizava a entrada de Minas Gerais no programa. 

O aval à proposta aconteceu em julho, às vésperas de o estado estourar o prazo para ingressar no arcabouço. À época, aliados do governo mineiro afirmavam que, sem a entrada no PAF, o Palácio Tiradentes poderia ter de arcar com uma multa de R$ 16 bilhões.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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