A dívida de R$ 179,3 bilhões de Minas Gerais com a União, um dos principais desafios para o próximo governador, ocupou somente uma frase no plano de governo de Ben Mendes (Missão) enviado à Justiça Eleitoral nesta semana.
No documento, o candidato atribui o passivo a um “pacto federativo injusto” e a “gestões incompetentes” que se sucederam em Minas. Não informa, porém, quais medidas adotaria para lidar com a dívida caso seja eleito.
O plano também não cita o Propag, o Regime de Recuperação Fiscal, uma eventual renegociação com a União nem prevê metas, valores ou prazos para o pagamento do débito.
“A dívida mineira se acumula, resultado de um pacto federativo injusto, que suga recursos gerados aqui, e de gestões incompetentes que se sucederam nos últimos anos”, conclui a proposta, na íntegra.
Arquivo estava na categoria errada
O plano de Ben Mendes só passou a aparecer no DivulgaCandContas, sistema da Justiça Eleitoral, nesta quinta-feira (3), por volta das 14h.
Até então, ele era o único candidato ao Governo de Minas sem propostas disponíveis na plataforma.
Segundo o TRE-MG, o registro da candidatura foi protocolado em 10 de agosto sem o plano. O documento foi anexado quatro dias depois pelo advogado do candidato, mas classificado como “outros documentos”.
O sistema, então, não o identificou como plano de governo.
Depois de ser procurado pela reportagem, o TRE-MG informou que corrigiria a classificação do arquivo.