PSDB e PDT ampliaram, ao longo desta quarta-feira (26), a pressão por uma candidatura do deputado federal tucano Aécio Neves ao Senado Federal. No fim da tarde, o médico Marcelo Heringer, que havia sido registrado pelos pedetistas como postulante à Casa Alta do Congresso Nacional, protocolou pedido de renúncia junto à Justiça Eleitoral. O Fator apurou que a decisão compõe a busca por sensibilizar Aécio a mudar o plano de ficar fora da eleição.
Ainda conforme apuração da reportagem, Aécio terá reuniões com aliados para tratar da questão. Ele conversará com Alexandre Kalil, candidato do PDT ao governo de Minas Gerais com o apoio dos tucanos. Gustavo Galassi, apontado à Justiça Eleitoral como o representante do PSDB na corrida ao Senado, também se encontrará com o correligionário.
Mais cedo, os presidentes estaduais de PSDB e PDT, os deputados federais Paulo Abi-Ackel e Mário Heringer, emitiram nota pública pedindo a Aécio que aceite concorrer novamente a senador.
“Nosso estado precisa, neste momento, de experiência, capacidade de articulação e força política em Brasília. Aécio reúne essas condições. Ao longo de quase quatro décadas de vida pública, construiu uma trajetória que lhe confere profundo conhecimento de Minas, do Congresso Nacional e das grandes questões brasileiras”, dizem, em texto encerrado com a mensagem “Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado”.
Com a saída de Marcelo do páreo, há caminho aberto, juridicamente, para a candidatura de Aécio, visto que coligações podem substituir candidatos desistentes. A ideia, contudo, é que Galassi também deixe a corrida se o deputado aceitar o apelo dos aliados.
A renúncia do pedetista, cabe ressaltar, ainda precisa ser homologada pela Justiça Eleitoral para se tornar definitiva.
Em movimento
Como O Fator mostrou mais cedo, tucanos têm sondado agências e profissionais de publicidade para uma possível campanha a senador que, nas palavras de uma pessoa a par do tema, “mudaria o tabuleiro eleitoral no estado”.
O movimento também conta com a articulação de apoiadores fora do mundo político. Um dos exemplos citados pelos dirigentes é o empresário Pedro Lourenço, o Pedrinho BH, que levou Aécio ao Mineirão na terça-feira (25) para assistir ao jogo entre Cruzeiro e Atlético. O encontro também teria servido para reforçar o convencimento em torno da candidatura.