A Executiva estadual do PL em Minas Gerais antecipou para a tarde desta terça-feira (29) a reunião que vai discutir a pressão pela renúncia de Flávio Roscoe à candidatura ao governo do estado. O encontro estava marcado para quinta-feira (1º).
A defesa de que Roscoe deixe a disputa para apoiar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem como principais nomes o presidente estadual do partido, deputado federal Zé Vitor, e o candidato ao Senado, deputado federal Domingos Sávio. Roscoe afirma que não vai desistir. A palavra final cabe à direção nacional do PL, que até agora sustenta a candidatura.
Interlocutores do partido descrevem a pressão sobre Roscoe como “descomunal”. Integrantes de diferentes alas do PL procuraram o empresário nos últimos dias para pedir a renúncia. Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ele diz que ainda tem chances de chegar ao segundo turno.
Qualquer mudança de estratégia em Minas depende da Executiva nacional, principalmente do ex-ministro Rogério Marinho e do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Nesta segunda-feira (28), Flávio telefonou para aliados para ouvir opiniões sobre o caso, mas não mudou de posição. Roscoe também tem o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
Senado e Câmara x segundo turno
Os defensores da renúncia avaliam que apoiar Cleitinho ajudaria os candidatos do PL ao Senado e à Câmara. Eles também calculam que a saída de Roscoe aumentaria as chances de o senador vencer no primeiro turno, sem precisar enfrentar Patrus Ananias (PT) no segundo. Domingos Sávio já gravou vídeos pedindo votos para Cleitinho.
A campanha de Roscoe aposta nas pesquisas internas do partido, os chamados trackings. Segundo esses levantamentos, o empresário cresceu nos últimos dias e se aproximou de Patrus. Para o entorno de Roscoe, um segundo turno entre ele e Cleitinho daria a Flávio Bolsonaro dois aliados na disputa final em Minas.