Focada na Copasa, nova versão da PEC do referendo será apresentada em sessão extra da CCJ

Texto é considerado essencial para avanço de negociações para eventual venda da estatal de saneamento
Agência da Copasa em BH
Copasa foi oferecida à União, mas federalização é vista como improvável. Foto: Copasa/Divulgação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) fará uma reunião extraordinária para a apresentação do substitutivo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que exclui a necessidade de referendo popular antes da venda de empresas estatais. O novo texto tratará da Companhia de Saneamento (Copasa), deixando de fora, ao menos por ora, a Companhia Energética (Cemig). A sessão da CCJ será nesta terça-feira (9).

Os deputados da CCJ se reúnem semanalmente às 10h de terças, como acontecerá amanhã. A PEC do fim do referendo, contudo, será tema de uma sessão específica, marcada para começar às 14h.

A apresentação do substitutivo caberá ao relator, Thiago Cota (PDT). O pedetista chegou a protocolar parecer favorável à exclusão da obrigatoriedade de consulta popular, mas a proposta não avançou na Assembleia. Agora, por sugestão do presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), Cota divulgará relatório defendendo que a PEC passe a tramitar considerando apenas a Copasa.

O fim da necessidade de ouvir os eleitores de Minas quanto a uma eventual venda da empresa de saneamento é parte da estratégia do governo estadual para acelerar os trâmites rumo à negociação de fatias acionárias da companhia. Havia a possibilidade de incluir a Copasa nas tratativas do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), mas a União sinalizou não possuir interesse em ficar com a posse da estatal.

Diante do aceno negativo do governo federal, o plano da equipe do governador Romeu Zema (Novo) é alienar as ações da Copasa e, na sequência, utilizar as cifras arrecadadas com a transação no pagamento de parte da dívida pública estadual.

O projeto que autoriza a venda de ações da Copasa foi protocolado pelo governo em novembro de 2024. A proposta ainda não começou a tramitar na Assembleia. A expectativa é que a leitura do texto em plenário aconteça nesta semana, dando sinal verde para que as comissões do Parlamento possam analisar a medida.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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