O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, disse nesta terça-feira (5) que a possibilidade de candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais é “página virada”. Durante a convenção nacional do partido, em Brasília (DF). o senador afirmou que gostaria de concorrer ao Executivo estadual. Pereira, então, lembrou que o correligionário já havia gravado vídeo desistindo do páreo e descartou rever a posição.
“A decisão (sobre a não candidatura) está tomada. O que eu disse está dito, porque é a expressão da verdade. Não tenho mais nada o que falar sobre o assunto. Para mim, é página virada”, afirmou, em entrevista coletiva.
Quando pediu a palavra no evento partidário para afirmar que agora estava disposto a disputar a corrida ao Palácio Tiradentes, Cleitinho fez menção a questões espirituais. Ele relatou ter recebido sinais do irmão, Matheus, que morreu no mês passado, incentivando-o a entrar no páreo.
Pereira, por sua vez, apontou a “instabilidade” do senador como empecilho para um novo recuo do Republicanos.
“Diante dessa instabilidade, compreensível pelo momento que ele está passando, com suas idas e vindas, o partido tomou uma decisão. Estamos a um dia do prazo final das convenções. Por outro lado, a gente não pode submeter o povo de Minas, milhões de mineiros, a uma situação de insegurança e de instabilidade como essa”, sentenciou.
Senador quer outra reunião
Mesmo com a garantia expressa de Marcos Pereira de que o Republicanos não voltará atrás, Cleitinho disse a jornalistas que tentará ser recebido por ele ainda nesta terça-feira. Segundo o parlamentar, a postura do dirigente de dizer que não pretende recuar é “legítima”.
“Que dia vocês escutaram da minha boca que eu tinha desistido, a não ser no vídeo de ontem? Eu sempre disse que estava analisando”, falou, atrelando a dúvida à doença que culminou na morte do irmão.
Ainda conforme o senador, o vídeo em que anunciava a desistência, gravado nessa segunda-feira (3), foi feito em um momento de dúvida. Ele relatou ter pedido a Pereira que o Republicanos não publicasse o material.
“Na hora que eu fiz (gravação), eu liguei para os meus irmãos e falei: ‘Não faz, continua como candidato, que a gente vai te apoiar’. Aí eu pedi ao Marcos Pereira, presidente: ‘Não solta o vídeo, não, que eu quero vir candidato’. Só que ele já tinha ido para uma reunião. Depois, ele pegou e soltou o vídeo”, argumentou.