Vereador eleito aciona TCE por suspensão do aumento das tarifas de ônibus em BH

Parlamentar pediu que Corte de Contas faça auditoria para, inclusive, reduzir o valor das passagens
Foto mostra ônibus circulando em BH
Novos valores das tarifas vão entrar em vigor no dia 1° de janeiro. Foto: Breno Pataro/PBH

O vereador eleito Pablo Almeida, do PL, pediu ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) a suspensão do aumento das passagens dos ônibus que circulam em Belo Horizonte. O reajuste, antecipado por O Fator e anunciado pela prefeitura na sexta-feira (27), fará com que a tarifa-base dos coletivos passe de R$ 5,25 para R$ 5,75.

O pedido de Pablo pela revogação do aumento é endereçado ao presidente do TCE-MG, o conselheiro Durval Ângelo. O parlamentar eleito também solicitou à Corte de Contas a realização de uma auditoria para reduzir o valor da tarifa.

“À vista de todas as evidências, revela-se a necessidade de atuação desta Corte de Contas, no sentido de conhecer desta representação e determinar imediatamente a suspensão do referido reajuste ou ainda determinar a revisão para baixo (reequilíbrio do contrato em favor da Administração Pública e do usuário) considerando que: (i) além das empresas terem recebido subsídio não previsto no edital e no contrato; (ii) a prestação do serviço é de péssima qualidade, não havendo fundamento econômico para o atual preço da tarifa”, lê-se em trecho da petição do político do PL.

Na semana passada, ao anunciar o reajuste, o Executivo municipal afirmou que, segundo cálculos da Superintendência de Mobilidade (Sumob), a tarifa predominante deveria ser de R$ 9,40. Esse valor, segundo a prefeitura, não é cobrado porque haverá subsídio público de R$ 518,2 milhões aos concessionários dos coletivos.

“Conforme determina a Lei 11.458/2023, Sumob deve calcular o custeio do sistema para o ano seguinte, com base no método da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP). Essa análise considera variáveis como combustível, lubrificante, pneus, peças e acessórios. Também são consideradas as despesas com pessoal, licenciamento, depreciação e remuneração da frota e tributos”, justificou a administração municipal.

O reajuste não abrange apenas a tarifa-base dos coletivos.As linhas circulares e alimentadoras, que tinham passagens a R$ 5, agora terão tarifas a R$ 5,50. Já os ônibus que cuidam dos itinerários em vilas e favelas, entretanto, continuarão recebendo passageiros gratuitamente. 

No que tange aos ônibus suplementares, os famosos “amarelinhos”, as linhas longas e intermediárias 1 vão ter a passagem reajustada de R$ 5 para R$ 5,50. Os itinerários intermediários 2, por sua vez, passarão de R$ 5,25 a R$, 5,75, a exemplo das linhas convencionais. As linhas suplementares curtas, cujas passagens eram de R$ 2,50, terão tarifas de R$ 2,75.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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