Zema prevê aportar até R$ 250 milhões da privatização da Copasa em fundo de saneamento

Governador tenta emplacar emenda legislativa para criar poupança voltada ao custeio da universalização do saneamento
O governador Romeu Zema
Fatia de eventual privatização da Copasa será destinada a fundo do saneamento. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

O governo de Minas Gerais prevê aportar até R$ 250 milhões oriundos da privatização Companhia de Saneamento (Copasa) no Fundo Estadual de Saneamento Básico (Funesb), que ainda depende de autorização parlamentar para ser criado. A previsão consta em uma emenda enviada nesta segunda-feira (1°) pelo governador Romeu Zema (Novo) à Assembleia Legislativa (ALMG).

Segundo o texto da emenda, obtido por O Fator, até 5% dos recursos da privatização da Copasa serão direcionados ao Funseb. Apesar da menção ao percentual, um inciso limita o tamanho do repasse a R$ 250 milhões.

A ideia de Zema é inserir a emenda que cria o Funseb no projeto de lei sobre a descentralização do saneamento básico por meio da criação de blocos regionais. A proposta tramita na Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia.

A criação do fundo de saneamento básico é condição prevista em outro projeto, que trata da privatização da Copasa. A ideia partiu do deputado Rodrigo Lopes (União Brasil), que relatou a proposição sobre a venda de ações da estatal na APU. 

Em que pese a instalação do Funseb, o projeto da Copasa mantém a obrigação de uso do restante da receita proveniente da venda em obrigações financeiras atinentes ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). O texto, aliás, teve um bloco de emendas rejeitadas nesta segunda-feira, na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), e poderá ser votado em 1° turno no plenário já nesta terça-feira (2).

Finalidade do aporte

O aporte oriundo da privatização da Copasa servirá, segundo a emenda, para garantir que o Funseb tenha a função de manter as tarifas de água e esgoto em níveis razoáveis.

Em mensagem encaminhada aos deputados estaduais, Zema afirma que a criação do fundo é “relevante medida para o atingimento das ambiciosas metas de universalização existentes no Marco Legal do Saneamento, bem como uma ferramenta a ser utilizada para a garantia da modicidade das tarifas aplicadas à população”.

A gestora da poupança será a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad). As pastas de Planejamento e Gestão, Fazenda e Infraestrutura e Mobilidade também participarão do núcleo responsável pela coordenação do fundo.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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