Inclusão, permanência e justiça social ganham novo impulso na educação superior pública de Minas

O Governador de Minas Gerais, Romeu Zema Neto, sancionou, em 5 de agosto, a Lei nº 25.436, que altera a Lei nº 22.570/2017. A proposta estende à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) a obrigação de implementar ações afirmativas e políticas de assistência estudantil nos cursos superiores que mantém.

Com a nova legislação, a EPAMIG — tradicionalmente reconhecida pela excelência na pesquisa agropecuária — consolida seu papel como instituição formadora, se equiparando à Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e à Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) no cumprimento de metas de inclusão e permanência estudantil.

A proposta, nascida do PL 3090/2024, de minha autoria, representa um avanço necessário para garantir a equidade no acesso ao ensino superior público em Minas Gerais. A EPAMIG, ao ofertar cursos de graduação tecnológica, não pode se manter alheia ao marco legal que orienta a política educacional inclusiva no estado. Sua inclusão na Lei nº 22.570 corrige uma lacuna jurídica e reforça a responsabilidade institucional diante da diversidade social.

É bom lembrar que para o aluno de baixa renda, estudar é um esforço que exige apoio institucional sólido. Quando esse apoio não existe, a evasão não é uma escolha, mas uma consequência previsível.

E pior, ausência desse apoio institucional não apenas afeta individualmente, mas se combina para formar um ciclo de exclusão educacional. Em vez de ser um espaço de ascensão social, o ambiente acadêmico se torna mais uma barreira.

Dentre as iniciativas que poderão ser tomadas pela EPAMIG em favor de seus alunos estão:

  • Criação de bolsas de ensino;
  • Fornecimento de alimentação e transporte;
  • Acompanhamento pedagógico;
  • Adaptação de infraestrutura para pessoas com deficiência.
    O cumprimento da nova norma exigirá cooperação entre as Secretarias de Estado de Agricultura e Pecuária, de Educação, da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia, além da Assembleia Legislativa, o que torna o projeto politicamente mais amplo e participativo.
    Seguimos comprometidos com a ascensão e a valorização do homem do campo, em todos os seus aspectos, contribuindo para um mundo mais justo e socialmente fraterno.

Com uma carreira dedicada ao desenvolvimento regional e à inovação legislativa em Minas Gerais, foi prefeito de Jacuí por três mandatos, presidiu entidades rurais e ambientais, e atuou como assessor político em diferentes esferas. Atualmente, exerce seu sexto mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde já foi 1º-vice-presidente e presidiu comissões estratégicas, como a de agropecuária e agroindústria por três vezes, sendo autor de leis de grande impacto, como a criação da Delegacia Rural, o Marco Legal das Startups, o novo Código Florestal Mineiro, a Lei do Queijo Minas Artesanal, entre outras voltadas à sustentabilidade, agricultura familiar e modernização de políticas públicas. Sua atuação política é reconhecida especialmente nas regiões Sudoeste, Sul e Centro-Oeste do Estado.

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