Antissemitismo em BH: quando a morte de judeus será suficiente?

Incompreensível, injusta e doída a manifestação de cerca de duas dezenas de ativistas antissemitas em frente à CMBH
Imagem: Google

Aconteceu na quarta-feira (23), na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), por iniciativa da vereadora Marcela Trópia (Novo), a cerimônia solene em homenagem e lembrança aos mais de seis milhões de judeus mortos no holocausto (Yom HaShoá). 

Representantes da comunidade judaica mineira puderam, mais uma vez, reforçar a importância da data não apenas para os judeus, mas para todos os povos, etnias e religiões. A luta contra a intolerância e o preconceito é uma obrigação de todos.

Em meio ao drama humanitário em curso, causado pela invasão bárbara do grupo terrorista Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, a empatia israelense pelos mortos, feridos e desabrigados em Gaza jamais deixou de ser expressada.

Noite triste em BH

A história de perseguição, opressão e tentativa de extermínio dos judeus é mais que conhecida. O que pouca gente sabe, infelizmente, é que jamais, em tempo algum, judeus – e Israel – atacaram qualquer povo, ou nação, sem ser em defesa própria.

São raros os casos de intolerância em Israel, restritos a pequenos grupos de religiosos e políticos ultraortodoxos. A maioria absoluta da população apoia a efetiva constituição de um estado palestino independente e livre do Hamas.

Por isso, incompreensível, injusta e doída a manifestação de duas dezenas de ativistas antissemitas em frente à CMBH antes da cerimônia, hostilizando os judeus presentes, aos gritos de “assassinos”. Imaginem os judeus devolvendo: “terroristas”.

Ódio sem fim

Tal cena, felizmente, ficará restrita à imaginação, já que inconfundível bárbaros que estupram, espancam, torturam, queimam e decapitam idosos, mulheres e bebês com palestinos impotentes subjugados – justamente por estes selvagens.

Um judeu não odeia, portanto, um palestino, nem quer o seu mal. Judeus, notadamente os israelenses – inclusive cristãos e muçulmanos -, combatem, como a única forma de sobrevivência, antissemitas, terroristas ou não.

Que esta “meia dúzia de gatos pingados” que tentaram vilipendiar a memória dos mortos pelo nazismo – como se o próprio fato não fosse bastante ao ódio que têm por judeus -, encontrem, um dia, um bom livro de história e alguma paz de espírito.

Ricardo Kertzman é empresário, e há 8 anos milita no jornalismo profissional. Tem passagens pelo jornal Estado de Minas e Portal UAI, com a coluna Opinião Sem Medo; pela revista e site da IstoÉ; pela Rede 98 e a Rádio Itatiaia, como comentarista do Conversa de Redação. Escreve para a revista Encontro e o portal O Antagonista.

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