Faturamento da indústria mineira cresce pelo terceiro mês consecutivo

Estudo da Fiemg pontuou desempenho das principais áreas industriais no Estado
Produção industrial em Minas Gerais atinge 51,4 pontos em abril
A expectativa para a economia mineira no decorrer de 2025 é de crescimento moderado. Foto: Agência Brasil

Pesquisa de Indicadores Industriais feita pela Federação das Indústrias de Minas (FIEMG) aponta que a indústria do Estado registrou um aumento de 1,9% no faturamento em agosto de 2024, em comparação com julho. O relatório destaca que “esse foi o terceiro mês seguido de alta do indicador, que apresentou avanço em cinco dos oito meses analisados em 2024”.

Principais resultados

A FIEMG reporta os seguintes dados em seu estudo:

  • O faturamento da indústria geral (transformação + extrativa) aumentou 1,9% em agosto
  • As horas trabalhadas na produção diminuíram 0,7%
  • A utilização da capacidade instalada (UCI) recuou 2,1 pontos percentuais
  • O emprego manteve-se relativamente estável
  • A massa salarial e o rendimento médio real dos trabalhadores apresentaram queda

O estudo atribui o aumento no faturamento a “uma maior quantidade de pedidos em carteira”.

O relatório da FIEMG apresenta dados específicos para diferentes setores:

Indústria Extrativa Mineral

  • Faturamento real cresceu 10,5% em relação a julho e 34% em comparação com agosto de 2023
  • Emprego aumentou 0,9% no mês e 4,1% no ano
  • Horas trabalhadas na produção subiram 0,8% em relação ao mês anterior

Indústria de Transformação

  • Faturamento real cresceu 0,8% em relação a julho e 5,1% em comparação com agosto de 2023
  • Emprego manteve-se estável no mês, mas cresceu 1,8% no ano
  • Horas trabalhadas na produção caíram 2,2% em relação ao mês anterior

Perspectivas e desafios

O relatório pontua que “o setor industrial deve continuar apresentando resultados positivos nos próximos meses”. No entanto, alerta para incertezas que podem afetar esse desempenho, “especialmente aquelas relacionadas às contas públicas”.

A FIEMG destaca em seu estudo que “a insegurança fiscal, somada à atividade econômica em alta, levou o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária, resultado em um aumento da taxa Selic”. O relatório adverte que “essa decisão pode limitar a expansão das atividades mais dependentes de crédito, como o consumo de bens duráveis e os investimentos em capital fixo”.

O documento da FIEMG conclui que “os dados acumulados de janeiro a agosto indicam uma boa performance da atividade econômica em 2024, puxada pelo consumo das famílias e pelos investimentos”. A federação explica que “o consumo foi sustentado pelo crescimento da renda – dado o mercado de trabalho aquecido e as políticas de transferência de renda em níveis elevados – e pelas condições mais favoráveis de crédito”.

A pesquisa, que contou com a participação de 180 empresas, oferece um panorama abrangente do setor industrial mineiro, destacando tanto os avanços quanto os desafios enfrentados pelo setor no atual cenário econômico.

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