A avaliação de aliados de Fuad sobre o eventual embarque de Zema na campanha de Engler

Interlocutores ligados à campanha do prefeito citam dois fatores ao minimizar efeitos de possível apoio do governador ao PL
O prefeito Fuad Noman
Fuad está licenciado da prefeitura desde o início de janeiro. Foto: Junia Garrido/Campanha Fuad Noman

A possível aliança entre o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o deputado estadual Bruno Engler (PL) no segundo turno da eleição em Belo Horizonte não é vista por aliados do prefeito Fuad Noman (PSD) como um movimento capaz de influenciar decisivamente a disputa. 

O entendimento é que o governador, além de não ter histórico como transferidor de votos, poderia levar, a Engler, a rejeição que enfrenta de servidores da segurança pública — classe que, em parte, tem alinhamento ideológico ao PL.

Segundo apurou O Fator, um possível apoio de Zema a Engler não fará com que o PSD deixe a base governista na Assembleia Legislativa.

O governador e o candidato do PL conversaram nessa quarta-feira (16), em Belo Horizonte, mas a aliança entre os partidos para o segundo turno não foi fechada. Conforme interlocutores a par das tratativas, os debates vão prosseguir antes de um desfecho.

A avaliação é que o embarque do Novo — e de Zema — na campanha de Engler não acontecerá sem que contrapartidas políticas sejam acertadas com o PL. Uma das possibilidades à mesa seria uma maior adesão dos deputados estaduais liberais a pautas de interesse do governo encaminhadas à Assembleia Legislativa. 

O partido, embora esteja oficialmente na base aliada a Zema, costuma ter vozes dissonantes, sobretudo em temas ligados ao funcionalismo público.

Vale lembrar que, no primeiro turno, Zema apoiou a candidatura de Mauro Tramonte (Republicanos). Mesmo sem o governador participar dos atos de rua do aliado — função que coube ao ex-prefeito Alexandre Kalil (sem partido) — o Novo indicou Luísa Barreto, agora de volta à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, para ser a candidata a vice na chapa.

Fuad, por sua vez, chegou a telefonar para Zema após o resultado do primeiro turno, em busca de uma eventual aproximação.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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