TJMG compra 179 SUVs híbridos por R$ 38,4 milhões para renovar frota institucional

Tribunal mineiro substitui frota antiga de sedãs por SUVs Corolla Cross XRX após licitação frustrada no primeiro semestre
TJMG
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) fechou o contrato com a fabricante de veículos no último mês. Foto: Juarez Rodrigues/TJMG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) firmou contrato de R$ 38,485 milhões para renovar a frota de veículos de uso institucional e de representação. A Toyota do Brasil Ltda venceu o pregão eletrônico e fornecerá 179 unidades do modelo SUV. O resultado da licitação foi homologado em 15 de outubro.

Cada veículo foi avaliado em R$ 215 mil. O modelo escolhido foi o Corolla Cross XRX 2026, um utilitário esportivo de porte médio, carroceria tipo SUV, com motorização híbrida, câmbio automático e capacidade para cinco passageiros. Os automóveis serão da cor preta e zero-quilômetro. A entrega está prevista até abril do próximo ano.

No estudo técnico, estava detalhado que os veículos seriam destinados ao atendimento dos membros da alta administração e dos desembargadores do tribunal. No edital lançado, contudo, a Corte acrescentou que os veículos também vão atender servidores, estagiários e colaboradores terceirizados.

“A renovação da frota institucional visa garantir a continuidade e a eficiência dos serviços prestados, assegurando condições adequadas de transporte, conforto e segurança aos usuários”, diz o documento.

Atualmente, o TJMG utiliza uma frota composta majoritariamente por sedãs, entre eles os modelos Toyota Corolla XEi 2.0 Flex (2020) e Toyota Corolla Altis 1.8 Hybrid (2017). Parte desses veículos, de acordo com a justificativa da Corte, já ultrapassou cinco anos de uso e a quilometragem recomendada para o serviço público, o que aumentou os custos de manutenção e reduziu a disponibilidade da frota.

O tribunal também argumentou que conta ainda com automóveis do modelo Chevrolet Cruze, que teve sua produção encerrada em dezembro de 2023, o que dificulta a reposição de peças e contribuiu para a decisão de substituição integral dos veículos. Além disso, destacou que a adoção de automóveis híbridos contribui para a sustentabilidade e a padronização da frota.

“Para garantir a homogeneidade da frota e evitar a fragmentação dos modelos em uso, recomenda-se a substituição dos 179 veículos atualmente classificados como de representação e institucionais. (…) Por fim, a substituição da frota permitirá a alienação dos veículos antigos, com estimativa de retorno de aproximadamente 70% do valor de mercado, conforme a Tabela Fipe e os resultados obtidos em leilões anteriores”, afirma.

A licitação seguiu o critério de menor preço global por lote. O orçamento inicial do certame era de R$ 41 milhões. Outra concorrente apresentou proposta de mesmo valor, enquanto a Toyota iniciou a disputa com lance de R$ 40,275 milhões, posteriormente reduzido no processo de negociação.

Segunda vez

Esta é a segunda tentativa do TJMG de concluir o processo de aquisição. Em maio deste ano, o órgão lançou edital que previa a compra de veículos do tipo sedã executivo com motorização híbrida. O certame, porém, foi considerado frustrado e, em setembro, decidiu abrir um novo processo licitatório, desta vez voltado à aquisição de veículos da categoria SUV médio.

“A decisão da alteração do modelo/categoria do veículo foi fundamentada na tendência atual do mercado automotivo, que aponta para o crescimento da popularidade dos modelos SUVs em relação aos sedans. Esse crescimento é impulsionado por diversos fatores como percepção de segurança, espaço interno e recursos tecnológicos”, diz trecho do estudo técnico.

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