Quantos votos a base de Zema espera ter para autorizar privatização da Copasa

Projeto que autoriza a venda de ações da empresa de saneamento será examinado em 2° turno nesta semana
Barramento da Copasa
Privatização da Copasa foi aprovada em 2° turno na Assembleia de Minas. Foto: Copasa/Divulgação

Aliados do governador Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) acreditam que será possível obter cerca de 52 votos na sessão que examinará, em 2° turno, o projeto de privatização da Companhia de Saneamento (Copasa). O entendimento é que há margem para ampliar o resultado do 1° turno, quando 50 parlamentares opinaram pela venda de ações da empresa.

A análise final do projeto da Copasa acontecerá na quarta-feira (17). No 1° turno, imprevistos ocorridos em estradas do estado atrasaram a chegada a BH de deputados que estavam no interior. Os problemas fizeram com que parlamentares apontados como favoráveis à privatização não pudessem votar.

A análise em instância definitiva da privatização da Copasa encerrará o ano legislativo. Os parlamentares só retornarão aos trabalhos no plenário em fevereiro do ano que vem.

As etapas rumo à desestatização, por outro lado, vão seguir durante janeiro, porque o Palácio Tiradentes quer concluir o processo até o início de abril, quando Zema deixará a chefia do Executivo estadual para cuidar formalmente da pré-candidatura à Presidência da República.

A fatia majoritária dos recursos obtidos com a negociação de títulos da Copasa será encaminhada ao financiamento de políticas públicas previstas pelo Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A lei obriga o aporte de um percentual entre 0,5% e 2% dos débitos das unidades federativas em investimentos em áreas como infraestrutura e ensino profissionalizante.

A Secretaria de Estado de Educação, por exemplo, reservou recentemente cerca de R$ 63,4 milhões do orçamento deste ano para cumprir as contrapartidas do Propag.

A parcela minoritária da verba da privatização irá, como adiantou O Fator, para um fundo voltado ao incentivo à universalização do saneamento.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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