O novo movimento do governo Zema na preparação para o Propag

Gestão Zema começa a alocar recursos para o cumprimento de investimentos previstos como contrapartida para o refinanciamento
O governador Romeu Zema
O governador Romeu Zema. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O governo de Minas Gerais reservou cerca de R$ 63,4 milhões do orçamento deste ano para cumprir a regra do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag) que prevê o investimento em políticas públicas como contrapartida à renegociação dos débitos. A alocação, fruto da abertura de créditos especiais, é destinada à Secretaria de Estado de Educação (SEE).

Os decretos que autorizam a abertura de créditos foram publicados nesta sexta-feira (12) pelo governador Romeu Zema (Novo). Do valor total, R$ 62 milhões foram retirados de uma dotação orçamentária anterior da própria Secretaria de Educação. O valor restante — cerca de R$ 1,4 milhão — chegou à pasta por meio da anulação de uma dotação inicialmente destinada à Empresa Mineira de Comunicação (EMC).

O Propag diz que um percentual entre 0,5% e 2% do saldo negativo precisa ser utilizado para custear ações em áreas como segurança pública, infraestrutura e ensino profissionalizante. Parte desses recursos virá da receita arrecadada com a privatização da Companhia de Saneamento (Copasa).

Embora ainda não tenha aderido formalmente ao programa, a gestão Zema já prepara a entrada. Além da reserva de recursos para investimentos, o estado já fez movimentos como um aporte de R$ 39,6 milhões no Fundo de Equalização Federativa (FEF), criado para compensar unidades federativas em melhor situação fiscal.

Os recursos realocados serão destinados a obras em instituições de ensino.

Compasso de espera

A dívida de Minas Gerais junto à União está em R$ 177,49 bilhões. Para renegociar a dívida, Zema ofereceu ao governo federal uma série de ativos estaduais. A ideia é federalizar um montante correspondente a 20% do saldo devedor.

Assim, além da amortização desse percentual, Minas teria acesso a uma regra que permite a correção da dívida por meio de uma fórmula que considera o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e juros reais de 0% ao ano. Sob as bases do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), a equação é de IPCA + 4%. 

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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