A CPMI do INSS acaba de aprovar requerimento pedindo informações à Zema Financeira sobre acordos fechados com o próprio INSS, inclusive para crédito consignado.
O texto é de autoria do deputado federal Rogério Correia (PT-MG).
Após a votação, que também aprovou a quebra de sigilo bancário de Lulinha, houve confusão. Deputados do governo se levantaram e foram à mesa do presidente Carlos Viana. A transmissão ao vivo foi interrompida.
O requerimento dá 5 dias úteis para Juliano Antonio de Oliveira, diretor-presidente da Zema Financeira, encaminhar as respostas.
“O não atendimento a essa requisição no prazo assinalado implicará a convocação da Instituição Financeira para prestar os esclarecimentos cabíveis diretamente à Comissão”, diz o texto.
O texto pede, entre outras, “[i]nformações detalhadas sobre carteiras de crédito consignado INSS adquiridas, em particular a volumetria de contratos de consignado INSS confrontada com a base de dados de reclamações da Secretaria Nacional do Consumidor (consumidor.gov.br) no período de janeiro de 2019 a dezembro de 2025, bem como das medidas tomadas para resolução de demandas de clientes e continuidade do atendimento após a aquisição”.
Em dezembro, em nota à CPMI, o governador Zema afirmou que se “afastou voluntariamente do exercício de toda e qualquer função na companhia desde 22 de outubro de 2018”, como registrado na junta comercial.
O objetivo dessa carta era pedir ao presidente Carlos Viana para rejeitar um pedido de convocação do próprio Zema. No entanto, Zema foi convocado mesmo assim. A data ainda não foi marcada.
Um outro requerimento de Correia, para quebrar o sigilo da Zema Financeira, foi rejeitado em dezembro.
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