O PCdoB mineiro vai adotar uma estratégia incomum na eleição deste ano: o partido vai depositar todas as fichas na candidatura do presidente estadual da legenda, Wadson Ribeiro, à Câmara dos Deputados. Ele concentrará a maior parte do fundo eleitoral da agremiação, que terá apenas dois concorrentes ao Legislativo federal.
Os comunistas compõem uma federação com PT e PV e, por isso, lançarão uma chapa em conjunto com as legendas aliadas. A Justiça Eleitoral determina que legendas componentes de uma federação precisam lançar ao menos um candidato de cada gênero. Por isso, a segunda concorrente do PCdoB será uma mulher.
A estratégia em torno de Wadson repetirá a tática utilizada em 2024 pelo diretório do PCdoB em Belo Horizonte. À ocasião, a legenda lançou cinco candidatos a vereador, mas centrou esforços em recursos em Edmar Branco, que acabou eleito.
Branco recebeu pouco mais de R$ 600 mil do fundo eleitoral, enquanto os outros quatro postulantes da sigla, somados, tiveram direito a R$ 570 mil. Neste ano, ele concorrerá à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com o objetivo de fazer dobradinha eleitoral com Wadson e impulsionar o aliado.
Suplente de Jô Moraes nas legislaturas 2011-2015 e 2015-2019, Wadson chegou a assumir provisoriamente o mandato a fim de substituí-la por períodos determinados. Em 2018 e 2022, disputou uma vaga na Câmara, mas não venceu.