Um almoço nesta terça-feira (28), articulado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, alinhou o apoio de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) Jorge Messias na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Fontes da bancada do partido na Casa informaram a O Fator que uma carta foi assinada em prol do suporte de toda a legenda à indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A audiência acontece nesta quarta-feira (29).
O PSB ocupa três cadeiras titulares na CCJ. Além de Pacheco, Soraya Thronicke (MS) e Ana Paula Lobato (MA). O mineiro, que chegou a ser cotado para a vaga do ex-ministro Luís Roberto Barroso, inclusive, foi um dos nomes presentes no almoço desta terça.
Jorge Kajuru (GO) e Cid Gomes (CE) são suplentes e só votam em caso de ausência de algum titular.
Messias precisa de ao menos 14 votos na CCJ para ter seu nome analisado em plenário, onde precisa de no mínimo 41 senadores ao seu lado para conquistar a cadeira de Barroso no Supremo. O voto é secreto — portanto, as opiniões de cada integrante da Casa Alta do Congresso Nacional só serão reveladas espontaneamente. Ele foi indicado oficialmente pelo presidente Lula (PT) em 1º de abril.
O almoço, como informou o Metrópoles, aconteceu em uma casa no Setor de Mansões Dom Bosco (SMDB), em Brasília. Pré-candidato ao governo de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife João Campos, atual presidente da executiva nacional da sigla, também marcou presença.
Para além do alinhamento em prol de Messias na agenda citada, o nome do ministro da AGU conta com aprovação do partido nos bastidores. Um parlamentar da legenda, em conversa com a reportagem, o classificou como “excelente e probo”.
Minas dividida
Como mostrou O Fator em 13 de abril, Rodrigo Pacheco deve ser o único da bancada mineira no Senado a votar favoravelmente à indicação de Lula. Posicionados à direita, Cleitinho (Republicanos) e Carlos Viana (PSD) devem reprovar Jorge Messias.
“Eu vou ter uma conversa com Davi (Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, atual presidente do Senado) sobre isso. Vou bater um papo com ele e tentar fazer um panorama. Ele (Messias) merece a nossa ajuda e o nosso apoio. Existe (uma resistência), mas vamos tentar demover”, afirmou Pacheco em 2 de abril, um dia depois de Lula enviar o nome de Messias ao Senado
