Réu pelo 8 de janeiro, pedreiro de Uberlândia consegue decisão favorável de Moraes

Ministro do STF acolheu justificativas apresentadas pela defesa para negar quebra de medidas cautelares impostas
Alexandre de Moraes no STF
Réu pelo 8 de janeiro conseguiu provar a Moraes que descumprimento de medida cautelar aconteceu por razões profissionais. Foto: Luiz Silveira/STF.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu uma segunda decisão favorável a Divanio Natal Gonçalves, condenado por participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em abril, Moraes intimou a defesa de Divanio após ele não respeitar o limite geográfico imposto pela tornozeleira eletrônica em cinco oportunidades. Na última sexta-feira (22), porém, o membro da Corte acolheu as justificativas apresentadas pela defesa, impedindo a prisão preventiva do réu. 

Os advogados de Divanio conseguiram provar que os deslocamentos feitos por ele, além da área delimitada pela medida cautelar, aconteceram por motivos de trabalho. O condenado é mestre de obras em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde cumpre a pena trabalhando em uma empresa privada. 

“Assim sendo, deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva, advertindo ao réu, entretanto, que se houver novos descumprimentos a conversão será imediata”, escreveu Moraes na decisão favorável a Divanio.

O réu responde por associação criminosa e incitação ao crime. Divanio cumpre a pena desde 22 de abril do ano passado. 

Entre as cautelares impostas a ele estão a proibição de sair da comarca de Uberlândia, o comparecimento semanal à Justiça (sempre às segundas-feiras) e a apreensão do passaporte, além da suspensão de documentos para porte de armas de fogo. 

O réu também não pode usar mídias sociais nem fazer contato com outros envolvidos no 8 de janeiro.

Prisão revogada

Em outubro do ano passado, Alexandre de Moraes concedeu outra decisão favorável a Divanio Natal Gonçalves. Após um erro administrativo, o ministro decretou a prisão preventiva do réu por eventual desrespeito às medidas cautelares impostas pelo STF, mas a defesa conseguiu provar que o réu cumpria todas as regras.

O erro aconteceu porque Divanio comparecia, semanalmente, à Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e de Precatórios Criminais de Uberlândia, sem conhecimento da Vara de Execuções Penais, onde a fiscalização ocorria inicialmente. Sem saber do erro, essa última vara notificou o STF do que seria um descumprimento por parte do réu.

Só após ser acionado pela nova defesa constituída pelo réu, Moraes acolheu os pedidos dos advogados e decidiu soltar Divanio. Determinou, então, as medidas cautelares atualmente cumpridas pelo réu.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

Leia também:

A quarta-feira cheia da ALMG nesta semana

O mal-estar no PT por causa de vídeo de Marília Campos com Gabriel Azevedo

Justiça rejeita ação de suplente contra vereadora de BH por uso de ‘Carreta da Saúde’ em campanha

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse