O ‘freio’ da Fifa na divulgação do calendário da Copa Feminina

Competição, que acontecerá no Brasil em 2027, teria o cronograma divulgado nesta quarta (24), mas entidade mudou rota
Bandeiras de Noruega, Fifa, Uefa, Conmebol e Brasil
Brasil se prepara para receber a Copa Feminina do ano que vem. Foto: Lívia Villas Boas/CBF

A Fifa planejava anunciar, nesta quarta-feira (24), a um ano da Copa do Mundo Feminina do ano que vem, o calendário de jogos da competição e a distribuição das partidas entre as cidades brasileiras que receberão as partidas. De última hora, contudo, a federação revisou os planos e decidiu adiar a divulgação das informações.

O Fator apurou que representantes das entidades nacionais envolvidas na organização do certame receberam, inicialmente, comunicação informando que o calendário seria publicizado em Miami, durante o evento de celebração da marca de 365 dias para a Copa. Posteriormente, a entidade avisou da mudança de rota e sinalizou que ainda trabalha na montagem do cronograma.

O calendário a ser divulgado é a versão básica do documento e, na prática, mostraria apenas a rota do Brasil ao longo da competição, visto que as Eliminatórias ainda não terminaram e que o sorteio dos grupos não ocorreu. A seleção anfitriã, contudo, já está classificada e sabe, de antemão, que estará na chave A.

Escolhido em 2023 para sediar a próxima Copa Feminina, o Brasil realizará o torneio por meio de oito cidades. Uma delas é Belo Horizonte, onde os jogos acontecerão no Mineirão. Como a reportagem já mostrou, a tendência é que a capital mineira receba mais jogos que o Mundial masculino de 2014, que contou com 12 campos.

A Copa, inclusive, deve aumentar os custos do governo estadual com o Gigante da Pampulha. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa (ALMG) no mês passado, o Palácio Tiradentes teme que a cessão do equipamento à federação internacional “afete o regime de receitas da concessionária, impactando na contraprestação mensal devida pelo estado”.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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