O Psol quer apoiar o deputado federal Patrus Ananias (PT) na disputa pelo governo de Minas Gerais caso a candidatura dele saia do papel. A informação foi repassada a O Fator nesta quarta-feira (15) pela presidente estadual do partido, Iza Lourença. Segundo ela, os pessolistas desejam uma composição que tenha, ainda, a petista Marília Campos e Áurea Carolina como postulantes ao Senado Federal.
“Com Patrus no governo, Áurea Carolina e Marília Campos disputando as duas cadeiras do Senado e nomes expressivos para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, Minas Gerais tem a chance de eleger a bancada progressista mais forte de sua história. Esse é o projeto que o Psol Minas Gerais está pronto para construir e defender junto à sua federação com a Rede, e aos demais partidos do campo”, disse.
Como Iza mencionou, o embarque do Psol em uma eventual coligação liderada pelo PT dependerá de acordo com a Rede Sustentabilidade. Por formarem uma federação, as legendas são obrigadas pela Justiça Eleitoral a caminhar lado a lado em todas as disputas Brasil afora. No início do ano, a coalizão chegou a abrir tratativas com Alexandre Kalil, pré-candidato do PDT.
“Desde o início, defendemos que Minas Gerais precisa de um nome que una o campo progressista em torno da reeleição do presidente Lula, que dialogue com os movimentos sociais, que tenha história de luta e que seja capaz de fazer frente ao projeto de desmonte que Zema representou para o nosso estado”, completou a dirigente, que exerce mandato de vereadora em Belo Horizonte e é pré-candidata a deputada estadual.
Como a reportagem mostrou mais cedo, a cúpula nacional do PT dá a candidatura de Patrus como certa. Coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) petista, o também deputado federal Jilmar Tatto (SP) afirmou que a sigla já deu aval à participação do colega de bancada na corrida ao Palácio Tiradentes. Falta, apenas, uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a batida de martelo.
Enquanto os entusiastas da entrada de Patrus no jogo veem a agenda com Lula como protocolar, aliados pontuam que o encontro é imprescindível para a tomada de decisão. Ex-ministro do Desenvolvimento Social e ex-prefeito de Belo Horizonte, ele pretende utilizar a conversa como termômetro para medir o nível de comprometimento do PT com uma candidatura majoritária.