O senador Cleitinho Azevedo disse, nesta quarta-feira (29), que quer ser candidato ao governo de Minas Gerais. Em entrevista coletiva em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, ele afirmou que, apesar de o Republicanos ter emitido nota retirando-o do páreo, segue com a intenção de concorrer, tendo o ex-prefeito de Patos de Minas (Alto Paranaíba), Luís Eduardo Falcão, também do Republicanos, como vice.
Cleitinho relatou ter tentado conversar, sem sucesso, com o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, após a divulgação do texto sobre sua não candidatura. O parlamentar tentará acionar Pereira nesta quinta-feira (30) para resolver o impasse.
“Vamos tentar conversar com ele de todo jeito amanhã para tocar o coração dele”, projetou.
Cleitinho afirmou não concordar com a avaliação de dirigentes do Republicanos de que ele perdeu o timing para confirmar a candidatura. Segundo ele, a decisão só foi tomada agora por causa do problema de saúde envolvendo o irmão, Matheus, que morreu de câncer neste mês.
“Não é só eu que quero ser candidato. Quase 50% da população quer que eu venha candidato. As pesquisas mostram isso”, disse.
O parlamentar, que havia indicado a intenção de bater o martelo após a Copa do Mundo e, depois, sinalizou que só decidiria no início de agosto, explicou que os adiamentos têm relação com o problema pessoal — ele afirmou ainda estar enlutado.
“Mandei uma mensagem no domingo a Marcos Pereira dizendo ‘presidente, serei candidato a governador’. Ficamos de conversar nesta semana”, explicou.
Partido mira apoio a Aro
O Republicanos, agora, passou a mirar uma aliança com o ex-secretário de Estado de Governo de Minas, Marcelo Aro, do PP, em uma aliança que incluiria também o União Brasil e o PL.
Na nota de mais cedo, o partido diz que sempre esteve pronto para apoiar um eventual projeto encabeçado pelo senador, ao passo que candidatura “nunca foi assumida por quem deveria liderá-la”.
Ao publicar o conteúdo no Instagram, o Republicanos classificou o material como um texto de “não confirmação da candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais”.
Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de apoio a Aro, Cleitinho indicou que só trabalha com a hipótese de encabeçar uma chapa.
“Se eu não for candidato, eu não vou apoiar essa chapa que estão querendo montar. A chapa que eu apoio é a minha e a do Falcão. É esse o projeto que nós construímos”, falou.
Também conforme o senador, o ex-secretário de Governo teria dito, em diferentes ocasiões, que o apoiaria na disputa estadual.
A ofensiva da véspera
Como mostrou O Fator, o rompimento foi precedido por uma reunião em Brasília, na qual lideranças do PL e da federação formada por PP e União Brasil cobraram uma definição de Cleitinho sem novos adiamentos.
Participaram o senador Rogério Marinho (PL-RN), o presidente do PL em Minas, deputado federal Zé Vitor, o deputado federal Domingos Sávio (PL), o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, e o ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP).
Marcos Pereira acompanhou uma parte por telefone. Na ocasião, ele informou aos parlamentares que o assunto seria encerrado nesta quarta-feira — o que, no entendimento da sigla, aconteceu com a publicação da nota.