Afastado nesta terça-feira (11) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) após aparecer fumando e ingerindo bebida alcoólica durante uma sessão por videoconferência, o juiz Milton Lívio Lemos Salles também é alvo de medidas protetivas de urgência requeridas pela ex-mulher.
No início deste ano, a Corte manteve restrições que impedem o magistrado de se aproximar ou contatar a ex-companheira, familiares dela e testemunhas.
A decisão foi tomada em investigação que apura relatos de ameaças, ofensas e intimidações após o fim do relacionamento. O caso tramita sob sigilo de Justiça e é acompanhado pela Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais.
Pelo que O Fator apurou, a ex-mulher relatou à polícia episódios que envolveriam ameaças dirigidas a ela, a familiares e à sua situação profissional, além de conflitos decorrentes do término da relação. O tribunal autorizou o prosseguimento das investigações.
Salles está proibido de se aproximar da ex-companheira, de seus familiares e de testemunhas, devendo respeitar uma distância mínima de 200 metros. Também não pode fazer contatos por qualquer meio, inclusive por intermédio de terceiros.
O caso ganhou repercussão após a divulgação, nessa segunda-feira (10), de imagens que mostram Salles de bermuda, fumando e bebendo diretamente de uma garrafa durante uma sessão virtual do TJMG. O vídeo levou ao afastamento do magistrado, determinado pelo corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, o desembargador Raimundo Messias Júnior.
O TJMG informou que instaurou sindicância para apurar o episódio e eventual responsabilidade funcional de Salles. A decisão de afastamento ainda será submetida ao Órgão Especial da Corte. Os processos que estavam sob a relatoria do juiz serão redistribuídos, e outro magistrado será convocado para atuar no Núcleo de Justiça 4.0 – Cível Família.