Nove dos 16 candidatos às vagas de Minas Gerais no Senado Federal em jogo neste ano terminaram a disputa sem conseguir sequer 1% dos votos válidos. A constatação pôde ser apontada nas primeiras horas desta segunda-feira (5), após a totalização de urnas residuais no interior do estado.
O páreo, marcado por uma profusão de concorrentes, foi vencido por Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT), donos de 24,21% e 19,44% da preferência do eleitorado, respectivamente. O fato de dois assentos estarem em disputa, aliás, contribuiu para o alto número de participantes — alguns deles foram oficializados pelas siglas de última hora.
Ficaram abaixo de 1%, em ordem decrescente de desempenho:
- Manoel Carvalho (MDB): 0,21%;
- Arcanjo Pimenta (MDB): 0,2%;
- Carlin Moura (Avante): 0,17%;
- Ana Luiza do MLB (Unidade Popular): 0,13%;
- Victória Melo Vic (PSTU): 0,08%;
- Juiz Ramon Moreira (DC): 0,07%;
- Fidélis Alcântara (Unidade Popular): 0,04%;
- Jordano Metalúrgico (PSTU): 0,04%;
- Tião Pessoa (PCO): 0,02% – votos sub judice.
Juntos, os componentes desse pelotão conseguiram o apoio de 197.372 cidadãos. A soma representa aproximadamente 23,5% dos 836.595 votos obtidos por Aécio Neves (PSDB), sétimo colocado na classificação final.
Entre os candidatos que iniciaram a corrida ao Senado perto do limite para a apresentação de chapas está Carlin Moura. O ex-prefeito de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi nomeado representante do Avante em 6 de agosto, já depois do prazo destinado às convenções partidárias, na esteira da costura que permitiu aos partidos da coligação do governador Mateus Simões (PSD) a apresentação de candidaturas avulsas.
Os emedebistas Manoel Carvalho e Arcanjo Pimenta, por sua vez, entraram em campo para ajudar a formar a chapa puro-sangue do MDB, que apontou Gabriel Azevedo como opção no páreo pelo Palácio Tiradentes.