Justiça Eleitoral nega agravo do PCO e mantém partido suspenso em Minas

Votos recebidos pela legenda continuam anulados por falta de prestação de contas do exercício de 2015
PCO teve seis candidatos em Minas neste ano, para quatro cargos diferentes. Foto: reprodução/Facebook PCO.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) negou um agravo do PCO nesta sexta-feira (9) e manteve o partido suspenso no estado. O imbróglio tem como principal razão a falta de prestação de contas da legenda do exercício de 2015. 

Com isso, continuam anulados os votos recebidos pelos candidatos do PCO nas eleições deste ano em Minas. O partido teve Henrique Áreas como candidato ao governo do estado; Tião Pessoa como postulante ao Senado; dois candidatos a deputado federal; e mais dois candidatos à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 

A decisão que suspendeu o partido já transitou em julgado. Por conta dela, o chamado Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) do PCO permanece rejeitado pela Justiça Eleitoral, o que anula os votos obtidos pelos candidatos em questão.

No agravo, porém, o PCO justificava que houve deferimento das contas do partido referentes ao ano de 2018, prestadas de maneira semelhante ao exercício de 2015 — com total ausência de movimentação financeira. Para a legenda, por conta disso, havia “contradição” entre as decisões da Justiça Eleitoral.

Para o Ministério Público Eleitoral, no entanto, não há contradição entre os julgamentos de 2015 e 2018. A Promotoria sustentou que a suspensão da legenda por conta do exercício de 2015 já está “superada” e não cabe reanálise dos fatos.

De acordo com o MP Eleitoral, com base na legislação vigente, os partidos políticos têm até a data da convenção para regularizar suas situações. 

Como o PCO estava suspenso durante a convenção, o Drap da legenda permanece negado, o que anula os votos das eleições de 2026.

Unanimidade

O caso teve relatoria do desembargador Sálvio Chaves. Ele reconheceu o agravo do PCO, mas negou o recurso no mérito. 

Por unanimidade, os demais membros da Corte Eleitoral também negaram os pedidos da legenda.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

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