Nova secretaria econômica de Cleitinho vai combinar ajuste fiscal e atração de investimentos 

Governador eleito escolheu Thiago Toscano para liderar o setor; ele deixará a Itaminas a fim de assumir a pasta
O economista Thiago Toscano
Thiago Toscano estará na equipe de Cleitinho. Foto: Codemge

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), definiu nesta quinta-feira (29) o primeiro nome de sua equipe econômica: atualmente CEO da Itaminas, Thiago Toscano deixará a iniciativa privada para assumir uma secretaria que reunirá temas como planejamento orçamentário, Desenvolvimento Econômico e atração de investimentos.

O plano é combinar ajuste fiscal das contas públicas e captação de receitas. Minas lida com dívida superior a R$ 200 bilhões e embora tenha registrado superávits orçamentários ao fim dos últimos exercícios, tem, para o ano que vem, um déficit projetado em R$ 10,5 bilhões.

A ideia de Cleitinho de fundir, em uma única pasta, atribuições que hoje estão nas mãos de secretarias como a de Fazenda e de Planejamento e Gestão já havia sido noticiada mais cedo por O Fator.

A escolha de Toscano para o setor, por sua vez, foi publicada inicialmente pela Itatiaia. Procurado pela reportagem, o economista confirmou o convite e detalhou o escopo da área que vai liderar.

“Ele (Cleitinho) pediu para tomar conta da área econômica, principalmente da estratégia de atração de investimentos e Desenvolvimento Econômico do estado, dos assuntos internacionais e da parte de gestão pública”, disse.

“As contas públicas estão ruins, todo mundo sabe, mas (a futura secretaria) tem uma agenda propositiva, para a frente, que vai transformar o estado”, projetou.

Economista de formação, Thiago Toscano estava na Itaminas desde o ano retrasado. Antes, presidiu a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).

Montando a equipe

Na semana passada, em entrevista a O Fator, Cleitinho disse que esperava definir os responsáveis pelas áreas de Planejamento e Fazenda antes dos demais componentes. Ao justificar a intenção, mencionou a pressão da dívida pública sobre as contas.

“Com a situação fiscal do estado, a gente tem de pensar muito nas secretarias de Planejamento e Fazenda. Isso é prioridade para mim. Estou conversando para escolhermos o secretário certo”, explicou.

Possível reforma administrativa

A mudança no rol de atribuições das secretarias precisará ser aprovada pela Assembleia Legislativa (ALMG). A necessidade vai ao encontro do desejo de Cleitinho de promover uma reforma administrativa.

“O que a gente tem de fazer é uma reforma administrativa, cortar gastos supérfluos e monitorar contrato por contrato. Colocar uma lupa mesmo. A gente (também precisa) trazer investimentos. Minas Gerais tem capacidade de atrair investimentos”, vislumbrou, na mesma entrevista.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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