A busca de Kalil por um candidato à Prefeitura de BH

Ex-prefeito enfrenta dificuldades partidárias e ainda não conseguiu achar nome para apoiar
Kalil ainda não encontrou um nome para lançar como candidato em BH
O MPMG pede a condenação dos réus ao pagamento de multa civil de até 24 vezes o valor da remuneração recebida e a proibição de contratar com o poder público por até 4 anos. Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil enfrenta dificuldades para encontrar um nome para lançar como candidato à Prefeitura da capital mineira. Atualmente no PSD, ele tem tido relações conflituosas com líderes do partido – o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, por exemplo, não quer vê-lo nem pintado de ouro. Já o prefeito Fuad Noman, que foi vice de Kalil entre 2021 e 2022, além de secretário de Fazenda durante o primeiro mandato, também anda com a amizade estremecida. O ex-prefeito sequer foi convidado para participar do lançamento da candidatura à reeleição de Fuad, prevista para março.

Um plano B seria o MDB, mas esse também apresenta obstáculos com a possível candidatura do vereador e presidente da Câmara Municipal, Gabriel Azevedo, que vem sendo alinhada nas últimas semanas. O ex-presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, até tentou viabilizar o nome de Iran Barbosa junto ao MDB, mas a conversa não avançou. Outra alternativa seria o ex-secretário de Saúde de BH, Jackson Machado Pinto, que, apesar de sondado, não se mostrou tão animado.

A aposta de muitos interlocutores é que Kalil acabe caminhando com o senador Carlos Viana, que está próximo de se filiar ao Republicanos. Os dois têm boa relação há algum tempo – em 2018, Kalil apoiou Viana na campanha ao Senado e, na eleição ao governo de Minas em 2022, o senador pouco atacou a candidatura do ex-prefeito.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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