MPF pede que TRF-6 julgue habeas corpus de ex-presidente da Vale em sessão presencial

Tribunal havia marcado sessão virtual para concluir o julgamento
O rompimento da barragem na Mina do Córrego do Feijão, administrada pela Vale, deixou 272 mortos e um dano ambiental ainda incalculável.
O rompimento da barragem na Mina do Córrego do Feijão, administrada pela Vale, deixou 272 mortos e um dano ambiental ainda incalculável.

O Ministério Público Federal (MPF) quer que a próxima sessão de julgamento que vai analisar o habeas corpus do ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, seja realizado do mesmo jeito que começou em dezembro: de forma presencial, no plenário do Tribunal Regional Federal (TRF-6). Um pedido foi feito pelos procuradores no último dia 15. Marcado para o próximo dia 6 de março, o novo julgamento, que retoma depois do desembargador Pedro Felipe Santos ter pedido vistas, está previsto para ocorrer em sessão virtual.

No pedido do MPF, assinado pelo procurador Darlan Dias, se argumenta que o caso é de grande repercussão social “envolvendo crimes de homicídio que vitimaram 270 pessoas, além de graves crimes ambientais”.

O procurador também argumenta que a sessão presencial “se justifica em homenagem ao princípio constitucional da publicidade dos julgamentos e também em prestígio ao direito dos familiares das vítimas de acompanhar o julgamento”.

No habeas corpus, a defesa de Schvartsman visa “trancar” o processo penal.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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