Os nomes repetidos na história da ‘interditada’ Cidade Administrativa de MG

Nomes que faziam gestão da sede do governo em 2010 ainda estão no Estado
Dois prédios da Cidade Administrativa funcionam desde a sua inauguração sem ter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (FOTO: Leo Drumond / Agência Minas)
Dois prédios da Cidade Administrativa funcionam desde a sua inauguração sem ter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (FOTO: Leo Drumond / Agência Minas)

Em meio à disputa de responsabilidades sobre o péssimo estado estrutural da Cidade Administrativa, virou pauta dentro do governo de Minas a coincidência de nomes entre gestores da sede do Executivo durante o governo Aécio Neves (PSDB) e atuais assessoras da gestão Zema (Novo).

Na época da inauguração da estrutura, em 2010, por exemplo, a responsável pela gestão da Cidade Administrativa era a atual subsecretária de Pessoas da Secretaria de Planejamento e Gestão, Kennya Kreppel. Na equipe constava, ainda, a atual “prefeita” da sede do governo, a intendente Marilene Bretas.

As duas respondiam diretamente à então secretária de Planejamento do governo Aécio, Renata Vilhena – que também teve a atual chefe da pasta, Luísa Barreto, como assessora.

Outra coincidência histórica: o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), era o chefe da Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas entre 2007 e 2010, época em que foi concluída a construção da Cidade Administrativa.

Nesta quarta (15), o jornal “O Tempo” mostrou que dois prédios da Cidade Administrativa funcionam desde a sua inauguração sem ter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

Desde a última sexta (10), somente cerca de 10% dos servidores estão trabalhando de forma presencial na sede do governo. Uma nova perícia detectou problemas gravíssimos na estrutura, que precisou ser interditada parcialmente. O resto dos funcionários tem atuado de forma remota.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

Os nomes repetidos na história da ‘interditada’ Cidade Administrativa de MG

Leia também:

Arrecadação de Minas com o IPVA, bandeira de campanha de Cleitinho, já superou R$ 11 bi neste ano

Governo de Minas pede mudanças em acordo da Casa da Mulher Brasileira em BH

Lucas Ganem pede à Justiça mineira para continuar no mandato até o TSE julgar a cassação

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse