A reunião com Lula esperada por petistas de Minas

Integrantes do partido se preparam para conversa com presidente a fim de tentar abreviar impasse sobre candidatura ao governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Rodrigo Pacheco era o plano A de Lula em Minas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve receber em Brasília (DF), nesta quarta-feira (24), integrantes do PT mineiro para uma conversa sobre os rumos do partido na disputa pelo governo do estado. A intenção dos articuladores do encontro é que haja a participação de um grupo restrito, formado apenas por parlamentares — entre eles, a deputada estadual Leninha, que preside a Executiva estadual da sigla.

A agenda foi confirmada a O Fator por diversos interlocutores petistas. Segundo eles, o encontro só não acontecerá se houver compromisso de última hora que force Lula a reorganizar o dia.

O PT enfrenta um impasse sobre os rumos na corrida pelo Palácio Tiradentes desde 29 de maio, quando o senador Rodrigo Pacheco (PSB) oficializou a decisão de deixar a vida pública ao fim de seu mandato parlamentar. No dia seguinte, o partido aprovou resolução que autoriza a abertura de conversas por uma candidatura própria. Paralelamente, mantém diálogo com atores externos.

O leque de possibilidades petistas tem, neste momento, Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB ao governo e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). No início deste mês, ele chegou a se reunir com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para debater a possibilidade de uma aliança. Ele tem como trunfo a proximidade com Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Federal.

Marília, a propósito, pode ser um dos assuntos da reunião. Fontes ouvidas pela reportagem acreditam que defensores da candidatura dela ao governo levarão a questão a Lula. No entanto, cabe lembrar que a ex-prefeita tem dito reiteradamente que não considera abrir mão do plano de concorrer a uma vaga no Senado.

Além do MDB de Gabriel, o PT mantém tratativas com o PSB, que planeja realizar prévias internas para definir um nome ao governo. 

Entre os pré-candidatos da sigla, está o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior. Também devem participar das prévias Julvan Lacerda, ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), e Clésio Andrade, ex-vice-governador e ex-senador. Outros pessebistas ainda aventam o nome de Josué Gomes, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O rol de partidos aliados de Lula com pré-candidatos ao governo tem ainda o PDT de Alexandre Kalil. Na semana passada, entretanto, Edinho Silva afirmou que uma união a Kalil inviabilizaria composições com outras agremiações.

No que diz respeito à ideia de candidatura própria, não há consenso em torno de apenas um nome. Uma das hipóteses mencionadas nos bastidores envolve Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Edinho projeta definição rápida

Em entrevista publicada nessa segunda-feira (22) pelo Valor Econômico, Edinho Silva projetou uma definição rápida sobre os componentes do palanque lulista em Minas.

“Falta resolver (os palanques de) Minas e Goiás. Em Minas, o fato relevante foi a desistência de Rodrigo Pacheco. Mas as conversas estão avançadas, e eu penso que, em uma semana, definiremos a tática em Minas. E, em Goiás, resolvemos até a primeira semana de julho”, vislumbrou.

Na semana passada, Lula esteve em solo mineiro para agendas do governo federal em Belo Horizonte e Divinópolis (Centro-Oeste). Não houve tempo para conversas políticas e, por isso, petistas passaram a ansiar por um encontro na capital federal nesta semana.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Júlio Soares é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Minas. Tem passagens pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Atuou também em campanhas eleitorais e ofereceu gestão de conteúdo e marketing para entidades de classe e agências de publicidade.

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