Ao STF, Zema diz que não extensão de liminar da dívida pode causar ‘dano irreparável’ a Minas

Em novo pedido de prorrogação de cautelar que suspende parcelas do débito, governador se ampara em apoio dado por Senado e PGR
Foto mostra a fachada do STF
Zema voltou a acionar o STF por alongamento de liminar sobre dívida de Minas. Foto: Pedro França/Agência Senado.

O governador Romeu Zema (Novo) diz, em seu novo pedido de prorrogação da liminar que suspende as parcelas da dívida de Minas Gerais com a União, que a não extensão da medida cautelar, com vencimento em 1° de agosto, traz “risco de dano irreparável” ao estado. A solicitação de extensão do prazo foi protocolada nesta sexta-feira (19) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Fácil identificar a evidente insegurança e o notório risco de dano irreparável a Minas Gerais com a não extensão da cautelar do dia 1º de agosto de 2024 até o término do julgamento designado para o dia 28 de agosto de 2024, considerando a incerteza sobre as medidas que poderá tomar a União sobre a dívida mineira. Esse risco atinge a própria Federação que não subsiste e jamais pode aceitar a ruína de um Ente Federado”, aponta trecho do documento, que leva, também, a assinatura do advogado-geral de Minas, Sérgio Pessoa.

O pleito do governo mineiro é pela extensão da liminar até pelo menos o dia 28 de agosto. A data vai marcar o julgamento, no plenário da Suprema Corte, do mérito da questão envolvendo a suspensão das parcelas da dívida.

“O pedido de extensão é uma matéria crucial para evitar a insegurança jurídica in casu, bem como o próprio risco de colapso do Estado de Minas Gerais acaso não estendidos os efeitos da segunda cautelar até o término do julgamento que iniciar-se-á em 28 de agosto de 2024”, aponta outro fragmento da petição.

O passivo acumulado por Minas Gerais junto ao governo federal está em cerca de R$ 165 bilhões. As mensalidades do débito não são quitadas desde o fim de 2018, quando a primeira liminar suspendendo as parcelas foi deferida.

No documento, Zema e a Advocacia-Geral do Estado (AGE) ainda citam os posicionamentos do Senado Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não se opuseram a um eventual prolongamento da medida cautelar.

A Advocacia-Geral da União (AGU), vale lembrar, defendeu a retomada imediata dos pagamentos das frações da dívida. A AGU não vê problemas em uma eventual extensão da liminar, mas impõe, como contrapartida, a adesão do estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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