CGE de Minas nega recurso de irmã de líder de Zema contra demissão a bem do serviço público

7Cici Magalhães ainda pode apresentar outro recurso; desta vez, diretamente ao governador do estado
A ex-prefeita de Manhuaçu, Cici Magalhães
A ex-prefeita de Manhuaçu, Cici Magalhães. Foto: Reprodução/Instagram

A Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG) negou o recurso da ex-prefeita de Manhuaçu (Zona da Mata), Maria Aparecida Magalhães Bifano, a Cici Magalhães (MDB), contra uma decisão que converteu, em demissão a bem do serviço público, sua exoneração de um cargo no governo estadual, em 2016. A negativa ao recurso, oficializada no sábado (18), diz respeito ao período de Cici como delegada regional de Saúde em Manhumirim, também na Zona da Mata.

Cici é irmã do deputado estadual João Magalhães (MDB), líder do governo de Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa.

Em 2017, um ano após a saída de Cici do Executivo estadual, a CGE-MG abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o cometimento de possível ato de improbidade administrativa por parte da ex-servidora. A investigação foi aberta por causa de ações que tramitavam na Justiça.

A decisão que converteu a exoneração dela em demissão a bem do serviço público foi publicada em 19 de junho. Cinco dias depois, a ex-prefeita anunciou a intenção de recorrer.

Com a negativa da CGE, Cici ainda pode recorrer diretamente ao gabinete de Zema. O prazo para a apresentação da apelação é de 10 dias.

A reportagem procurou a ex-prefeita para comentar o caso. Se houver resposta, este texto será atualizado. .

Vaivém de decisões

O ato da CGE em 19 de junho não foi o primeiro a converter em demissão a saída de Cici do governo do estado. A mesma decisão foi tomada em 2019, mas, no ano passado, uma sentença do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acabou anulando os efeitos do ato.

O recurso do STJ liberou Cici para tentar retornar à Prefeitura de Manhuaçu, uma vez que a demissão a bem do serviço público a impedia de participar de processos eleitorais. A irmã de João Magalhães, contudo, acabou derrotada pela reeleita Maria Imaculada Dornelas (União Brasil).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

Juliano Lopes convoca suplente para votar cassação de Ganem

TCU abre investigação por compra de trens usados da Metrô BH após aumento de R$ 55 milhões no preço

Comissão da Câmara de BH aprova relatório pela cassação de Lucas Ganem

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse