Com aumento superior a 90% na Copasa, Minas prevê investimentos de R$ 11,2 bi em empresas públicas

Estatal, que passa por processo de privatização, terá R$ 3,2 bilhões para injetar, sobretudo, em ações de saneamento
Barramento da Copasa
Orçamento para investimentos da Copasa é de R$ 3,2 bilhões. Foto: Copasa/Divulgação

O orçamento de Minas Gerais para 2026 prevê investimentos de R$ 11,2 bilhões nas empresas públicas estaduais ao longo do ano. O valor contempla aportes do governo, empréstimos junto a fontes externas e recursos das próprias companhias e representa alta de cerca de 23,8% em relação aos R$ 9 bilhões reservados para 2025.

A Companhia de Saneamento (Copasa), que passa por um processo de privatização, teve aumento de 94,2% na previsão de investimentos. No ano passado, a estimativa ficou em R$ 1,6 bilhão; para este exercício, está em R$ 3,2 bilhões. 

O Executivo estadual, contudo, não planeja aportar recursos na estatal do setor hídrico. Os R$ 3,2 bilhões são compostos por cifras que já estão no caixa da empresa e por um montante oriundo de operações de crédito. O volume não considera os R$ 47,5 milhões associados à Copanor, subsidiária da Copasa que atua no Norte do estado.

No que tange aos investimentos para este ano, o topo da lista de empresas públicas mineiras é da Companhia Energética (Cemig). Segundo o orçamento sancionado nesta semana pelo governador Romeu Zema (Novo), a empresa terá a possibilidade de aplicar R$ 5,3 bilhões em 2026, valor totalmente relacionado ao próprio caixa.

A Cemig GT, subsidiária responsável pela geração e pela transmissão de energia, tem uma reserva menos robusta para investimentos: R$ 928,1 milhões.

Investimentos previstos para todas as empresas públicas de Minas em 2026 (em valores aproximados):

  • Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig): R$ 5,30 bilhões;
  • Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa): R$ 3,25 bilhões;
  • Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG): R$ 1,38 bilhão;
  • Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT): R$ 928,1 milhões;
  • Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig): R$ 191,6 milhões;
  • Cemig Holding: R$ 73,1 milhões;
  • Copanor (subsidiária da Copasa): R$ 47,5 milhões;
  • Companhia de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Prodemge): R$ 44 milhões;
  • Minas Gerais Administração e Serviços (MGS): R$ 22,5 milhões;
  • Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge): R$ 8,1 milhões;
  • Minas Gerais Participações S/A (MGI): R$ 1,7 milhão;
  • Agência de Promoção de Investimentos de Minas Gerais (Invest Minas): R$ 250 mil;
  • Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab): R$ 120 mil;
  • Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig): R$ 1 mil;
  • Trem Metropolitano de Belo Horizonte S/A (Trem Metropolitano): R$ 1 mil.

Empréstimos são carro-chefe

Dos R$ 3,25 bilhões que a Copasa deseja investir, R$ 2,92 bilhões estão relacionados a operações de crédito. Desse montante R$ 350 milhões correspondem a um empréstimo já contraído junto ao banco alemão KFW. Os outros R$ 2,6 bilhões vão surgir a partir de um novo financiamento, a ser contratado junto a uma entidade brasileira ainda não definida.

O restante do orçamento para investimentos da estatal — R$ 305,5 milhões — está atrelado a recursos próprios da companhia.

Procurado para comentar o orçamento de investimentos da Copasa, o governo de Minas, por meio da pasta de Planejamento e Gestão, ressaltou o fato de as cifras estarem ligadas ao caixa da própria companhia. A estatal, por sua vez, não se posicionou.

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