Julgamento de construtora contra UFMG vai a sessão presencial no TRF-6

Universidade foi condenada na 1ª instância a ressarcir a JRN porque a obra do Memorial da Anistia, no Santo Antônio, não acabou
Reitoria da UFMG
Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foto: Luiza Bongir/UFMG

O desembargador federal Dolzany da Costa, do TRF-6, marcou para 4 de novembro (terça da semana que vem) sessão presencial para julgar um recurso da UFMG contra a Construtora JRN Ltda., vencedora da licitação para erguer o Memorial da Anistia, em BH.

Originalmente, como O Fator mostrou, o julgamento seria em sessão virtual na semana passada.

No entanto, a JRN se opôs ao julgamento virtual.

Como O Fator revelou em março deste ano, a UFMG foi condenada na Justiça Federal a ressarcir a JRN porque a obra do Memorial da Anistia, no bairro Santo Antônio, não terminou. O valor do ressarcimento não foi definido na sentença. A universidade recorreu e o caso foi para a 2ª instância.

Dados obtidos por O Fator via Lei de Acesso à Informação mostram que a JRN foi a maior destinatária dos recursos recebidos pela UFMG para a obra. Dos R$ 18,8 milhões efetivamente gastos pela universidade entre 2009 e 2016, a JRN ficou com mais de R$ 10,2 milhões, ou 54%. Os valores não estão corrigidos pela inflação.

Em maio, o TCU arquivou um processo a que três ex-reitores da UFMG respondiam por terem fracassado em construir o Memorial da Anistia. Todos são formados na área de Engenharia.

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Frederico "Cedê" Silva é repórter em Brasília. Tem passagens por O Antagonista, VEJA BH, Estadão e Estado de Minas. Foi produtor do 'CQC' na Band e do programa 'Manhattan Connection' no MyNews.

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