Justiça inglesa pede informações sobre disputa de advogados no Caso Mariana

Escritório americano anunciou na semana passada que seria o novo representante de atingidos
Lama toma conta de Mariana, após rompimento de barragem
Rompimento da barragem do Fundão, em Mariana. Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros.

O Tribunal Superior da Inglaterra e do País de Gales pediu que os escritórios de advocacia Pogust Goodhead e Bailey Glasser International (BGI) respondam a questionamentos sobre a disputa em torno da representação dos atingidos pela tragédia de Mariana na ação sobre o tema na Justiça britânica.

De acordo com email enviado aos escritórios na última sexta-feira (4), os advogados terão até quinta-feira (10) para responder aos seguintes questionamentos, após uma conversa prévia entre eles:

1- O que foi acordado entre os escritórios;
2- O que não foi acordado;
3- A necessidade de uma audiência oral sobre o tema;
4- A urgência da resolução da disputa.

O Tribunal analisará as respostas na sexta-feira (11). É improvável, no entanto, que uma decisão definitiva sobre o tema seja publicada ainda nesta data.

O que está em jogo

Na semana passada, o escritório americano BGI divulgou um comunicado em que afirma ser o novo representante dos atingidos pela tragédia de Mariana na Justiça do Reino Unido. A mudança de advogados teria sido aprovada pelo Comitê de Clientes do Litígio de Mariana, um grupo formado por parte dos atingidos.

O escritório britânico Pogust Goodhead, no entanto, contesta a legalidade da mudança e afirma que o Comitê de Clientes não tem autoridade para destituí-lo do caso.

Conforme O Fator noticiou, o BGI tem entre seus advogados ao menos três ex-funcionários do Pogust Goodhead que chegaram a trabalhar diretamente na defesa dos atingidos. Todos são ligados a Thomas Goodhead, sócio do escritório britânico até setembro do ano passado.

Formado em jornalismo pela PUC Minas, Pedro Lovisi trabalhou nas redações do jornal Estado de Minas e da Rádio Itatiaia. Nos últimos cinco anos, foi repórter da Folha de S.Paulo, onde se destacou pela cobertura econômica de setores ligados à transição energética, principalmente energia e mineração. Também é mestre em Governança Global e Formulação de Políticas Internacionais pela PUC SP, onde estudou instrumentos orçamentários para cidades mineradoras de Minas Gerais.

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