Leilão da BR-381: ex-secretário de MG vê edital mais atrativo, mas aponta dificuldades

Obras de duplicação assumidas pelo Governo Federal podem ser entrave, segundo especialista
BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, passa por obras de duplicação
Procurador argumentou que medidas visam promover segurança. (Foto: Dnit/Divulgação)

O Governo Federal tenta pela quinta vez, a segunda na atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, realizar o leilão de concessão da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, na Região do Rio Doce. O certame foi marcado para agosto, após revisão técnica do edital pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As mudanças propostas, com a retirada dos lotes 8A e 8B, que ficam entre a capital mineira e Caeté, na Grande BH – trecho que será assumido pela União – deixam a concessão mais atrativa. Porém, na visão de especialistas, o possível atraso nas obras por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a retirada de famílias às margens da rodovia, podem ser empecilhos.

“Acho que o edital ficou mais atrativo sim, mas, o problema justamente é a demora das obras pelo Governo Federal e a dificuldade das desapropriações. Acho que esse é um ponto de atenção relevante”, diz o ex-secretário de Infraestrutura de Minas Gerais e professor da Fundação Getúlio Vargas, Fernando Marcato.

Mesmo com o receio apontado, Marcato vê que as mudanças foram relevantes. “De qualquer forma, é positivo que o edital de concessão saia logo para o restante do trecho, mas preocupa sim um modelo de obra pública pelo Dnit, dada as dificuldades que o governo costuma enfrentar nesse tipo de contratação”, completou.

O Governo Federal lançou, na última semana, o edital de duplicação do trecho da BR-381 que ficou sob sua responsabilidade. O investimento previsto é de R$ 400 milhões em 18 quilômetros.

As tentativas de conceder a BR-381, que ganhou a triste alcunha de rodovia da morte devido ao alto índice de acidentes fatais, fracassam há anos. Mas, ao que tudo indica, se não houver empresas interessadas, o Governo Federal deve assumir a estrada como obra pública. Uma questão de honra.

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