Projeto do governo de Minas sobre escolas cívico-militares não deve avançar por ora na Assembleia

Texto, apresentado nesta semana, precisa encontrar consenso antes de avançar
Interlocutores da ALMG veem falta de consenso para avanço imediato da proposta. Foto: BMMG/Divulgação

Interlocutores da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) acreditam que o projeto de lei sobre a instituição de um programa de escolas cívico-militares na rede estadual de ensino, encaminhado nesta semana pelo governador Mateus Simões (PSD), não deve avançar por ora. O entendimento é de que uma tramitação rápida, com grandes progressos na tramitação já em abril, carece de consenso entre os parlamentares — o que inexiste neste momento.

Para evoluir, a proposta precisará, por exemplo, ser debatida em reunião do colégio de líderes da Casa. Conforme O Fator apurou, ainda não há data para o próximo encontro.

O texto saiu do gabinete de Simões na sexta-feira (10), sendo formalmente recebido pela Assembleia dias depois. O objetivo é formalizar, por meio de lei, a cessão de militares da reserva para atuação em escolas estaduais.

Como O Fator revelou, o Executivo estadual diz que não utilizará recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para bancar a iniciativa. A previsão é recorrer a verbas do caixa único do Tesouro Estadual, mas ainda não há estimativa de custos.

O orçamento, segundo o Palácio Tiradentes, só será desenhado após a definição do número de instituições participantes, algo que acontecerá apenas após uma rodada de consulta pública às comunidades escolares.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) tem em vigor uma decisão que proíbe a expansão do modelo cívico-militar para 2026. Segundo a Corte, além da ausência de lei formal tratando da engrenagem, existem irregularidades orçamentárias.

No início deste mês, a propósito, a Comissão de Educação da Assembleia aprovou parecer contrário a outro projeto ligado ao tema. A matéria legislativa, de autoria do deputado Coronel Henrique (PL), tratava da criação do cargo de monitor cívico-militar nas escolas. O relatório rejeitando a ideia foi escrito por Beatriz Cerqueira (PT).

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