Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais começaram a redesenhar nesta quarta-feira (7) a estratégia para o segundo turno no estado. A mudança é uma resposta ao resultado do primeiro turno: levantamento do O Fator mostra que Lula teve desempenho pior que em 2022 em todas as 853 cidades mineiras. Na primeira reunião, realizada pela manhã na sede do PT em Belo Horizonte, o grupo decidiu ampliar o diálogo para além dos partidos que já apoiam Lula. Também ficou definido que a campanha nas regiões será dividida entre os deputados eleitos.
Segundo apurou o O Fator, boa parte do encontro foi dedicada à análise dos números do primeiro turno. O desempenho de Lula no estado preocupou os participantes, e o grupo passou a discutir mudanças na mobilização para o segundo turno.
A senadora eleita Marília Campos (PT) ficou encarregada de procurar prefeitos e deputados eleitos de centro e centro-direita. A ideia é atrair políticos que não fazem parte da base formal do presidente e ampliar o arco de apoios a Lula no segundo turno.
Coordenação regional
A estratégia também terá uma frente regional. A proposta é dividir entre os deputados eleitos do campo lulista a coordenação e a mobilização da campanha em diferentes regiões de Minas, de acordo com a base eleitoral de cada um.
Alguns nomes já foram definidos. A deputada federal Dandara (PT) deve coordenar a campanha em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Rogério Correia e Bella Gonçalves, também do PT, devem assumir a função em Belo Horizonte. A divisão das outras regiões seria definida em uma nova reunião, marcada para as 16h desta quarta, só com os deputados eleitos.
Quem participou
O encontro da manhã reuniu representantes dos principais partidos da base de Lula no estado. Além de Marília, participaram a deputada federal eleita Lohanna França (PV), Wadson Ribeiro (PCdoB), Iza Lourença (PSOL) e integrantes do PSB.