Integrantes do Novo chegaram a sugerir ao ex-governador mineiro Romeu Zema que ele tentasse resolver o impasse eleitoral entre Mateus Simões (PSD), seu sucessor no comando do Palácio Tiradentes, e o ex-secretário Marcelo Aro (PP). Apesar do pedido, O Fator apurou que Zema não pretende interferir na questão.
O entendimento é de que não faria sentido para o pré-candidato à Presidência da República se envolver em uma questão que não o atravessa diretamente e tampouco comprar a tese de um dos lados. Segundo correligionários que descartam a entrada dele no caso, não é do feitio de Zema arbitrar situações do tipo.
Simões é pré-candidato à reeleição com o apoio do Novo e alinhou a presença de Aro na chapa como postulante ao Senado Federal. O embarque do senador Carlos Viana no PSD, contudo, ameaça a composição. Aro acumula rusgas com o parlamentar, de quem foi colega no extinto PHS, e descarta dividir o palanque com ele.
Diante do imbróglio, integrantes da federação formada por União Brasil e PP passaram a defender que o ex-chefe das pastas de Governo e de Casa Civil durante a era Zema concorra ao Palácio Tiradentes.
Ainda conforme apuração de O Fator, pessoas com acesso a Zema recomendaram inclusive que ele mediasse uma conversa presencial entre os dois aliados.
PL vê Aro como opção para o Executivo
Como a reportagem mostrou na semana passada, o PL, embora mantenha uma eventual candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como plano A, passou a considerar Marcelo Aro como alternativa. O partido trabalha para definir o mais rápido possível o palanque do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro no estado.
Nessa terça-feira (28), durante reunião que contou com a participação por telefone do presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP), os liberais pressionaram por uma definição de Cleitinho ainda nesta quarta-feira (29) e reforçaram a avaliação de que Aro pode ser opção.
Antes do surgimento da hipótese envolvendo o ex-secretário, o plano B do PL era lançar uma candidatura própria por meio do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, ou do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.