Aliados de Marília Campos asseguram que ela não mudará de opinião sobre a resistência em disputar o governo de Minas Gerais nem mesmo com o apelo pessoal do presidente nacional do PT, Edinho Silva. O dirigente deve visitar o estado neste fim de semana para conversar sobre o assunto com a correligionária.
A viagem de Edinho é parte dos esforços do PT para tentar convencer Marília a concorrer ao Executivo estadual. A ex-prefeita de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte), contudo, quer tentar uma vaga no Senado Federal e sustenta que seu partido tem de construir uma candidatura ao Palácio Tiradentes em parceria com legendas aliadas, como MDB e PSB.
Nessa quinta-feira (25), Marília classificou como “equívoco estratégico” a intenção petista de lançar um nome próprio à sucessão estadual. A tática, constante de resolução aprovada no fim de maio, foi reforçada nesta semana durante reunião de parlamentares da sigla com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“As pesquisas mostram que o campo progressista ainda busca consolidar uma candidatura competitiva ao governo. Justamente por isso, o caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, Rede, Psol, PDT e outras forças que sustentam o governo federal. A eleição de Lula em 2022 demonstrou que os melhores resultados surgem do diálogo, da convergência e das frentes amplas”, pontuou.
De acordo com ela, concorrer ao Legislativo tem peso porque Minas não possui senadores na base governista. Ainda conforme a ex-prefeita, a pré-candidatura ao Congresso “representa um importante avanço na presença feminina em cargos majoritários”.
O próprio Lula é um dos componentes do PT a defender Marília como o nome mais viável para encabeçar a chapa da sigla. Ele aproveitou a reunião desta semana para reforçar a opinião.