O sinal do governo Zema ao STF sobre o Propag

Supremo acompanha, desde o ano passado, as tratativas relacionadas ao refinanciamento da dívida mineira
A sede do STF
Supremo acompanha pagamento das prestações do Regime de Recuperação Fiscal. Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O governo de Minas Gerais comunicou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), estar apto a migrar do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A sinalização, dada pela Advocacia-Geral do Estado (AGE) à Corte na semana passada, está relacionada ao acompanhamento, por parte do STF, do pagamento das parcelas da Recuperação Fiscal, que seguirá vigente até a entrada de Minas no novo plano de refinanciamento do passivo.

No documento enviado ao STF no último dia 2, o chefe da AGE, Sérgio Pessoa, diz que Minas tem feito “esforços e busca do diálogo federativo com a União quanto aos requisitos e as condições próprias” para a adesão ao Propag.

O Supremo recebe, mensalmente, memorandos do governo mineiro quanto aos valores pagos no âmbito do RRF. A prestação de contas acontece porque foi por força de decisão da Corte, no ano passado, que o estado pôde ingressar no regime mesmo sem o aval da Assembleia.

Neste mês, por exemplo, Minas depositou R$ 426,6 milhões na conta do Tesouro Nacional a título de prestação do Regime de Recuperação Fiscal. Desde outubro do ano passado, quando as parcelas foram retomadas, o governo desembolsou R$ 4,5 bilhões.

Busca por mais prazo

A dívida mineira junto à União supera os R$ 170 bilhões. A adesão de Minas ao Propag já está autorizada por lei estadual, mas ainda carece de acordo com o governo federal. Segundo as regras do programa, o ingresso tem de ocorrer até 31 de dezembro.

Minas tenta estender, até meados do ano que vem, as tratativas referentes ao refinanciamento. O pedido, já levado ao governo federal, está baseado em sinalizações dadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quanto ao tempo necessário para avaliar os ativos oferecidos pelos estados como forma de amortizar as dívidas.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

Governo de MG admite ‘dificuldades pontuais’ em novo sistema do SUS, mas diz que falhas foram solucionadas

O MDB quer Pacheco… para o TCU

O que Aécio disse a sindicalistas contrários à privatização da Copasa

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse